Caso Master e do INSS começaram em governo que não detectava corrupção, diz ministro da CGU
Vinicius de Carvalho disse que casos das fraudes do banco Master e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começaram em governos que não detectavam corrupção
O ministro da Controladoria Geral da União (CGU), Vinicius de Carvalho, declarou que os casos de fraudes no Banco Master e no INSS tiveram início em gestões que não detectavam a corrupção. A afirmação foi feita nesta quinta-feira, durante sua participação no programa "Bom dia, ministro", da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Carvalho comparou o combate à corrupção a uma cidade que possui ou não um aparelho de ressonância magnética. Segundo ele, um local com o equipamento investiga e encontra casos de doenças, enquanto um sem o aparelho não busca e, consequentemente, não reporta doentes.
O ministro destacou que o governo do presidente Lula possui essa "ressonância magnética", garantindo que CGU, Polícia Federal e Receita Federal, entre outros órgãos, desempenham suas funções de controle, fiscalização e investigação.
Lula não politiza a corrupção, diz ministro
Vinicius de Carvalho afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não utiliza a corrupção como pauta política. Em contraste, ele criticou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que, segundo Carvalho, abordava o tema frequentemente, mas sem ações concretas.
Para o ministro, é mais benéfico um presidente que não politiza o assunto, como Lula, permitindo que as instituições ajam. Ele contrapôs essa postura à de um presidente que "fala de corrupção todo dia" sem de fato enfrentá-la.
Pesquisa da OCDE e a percepção sobre corrupção
O ministro citou aspectos de uma pesquisa da OCDE que aponta maior confiança dos brasileiros no setor público e no combate à corrupção. Contudo, criticou índices que consideram apenas a percepção de corrupção, que supostamente teria crescido em outro levantamento.
Ele argumentou que, se um índice mostra pior percepção popular devido à descoberta de mais casos, a metodologia deve ser debatida. Carvalho questionou a utilidade de um índice que poderia "premiar a cidade que não tem ressonância magnética", ou seja, que não investiga a fundo.
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