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Tráfico: mulher é presa no Aeroporto de Belém tentando embarcar com a filha para Portugal

De acordo com a Polícia Federal, ela participava de um esquema criminoso de tráfico internacional de drogas

Redação Integrada

Uma mulher, que estava acompanhada de sua filha e não teve o nome revelado pela Polícia Federal (PF), foi presa no Aeroporto Internacional de Belém, na noite última sexta-feira (13), às 23h, tentando embarcar para Portugal. De acordo com informações do órgão, a prisão faz parte da Operação Olossá, deflagrada em Salvador, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada no tráfico internacional de entorpecentes, cujo modus operandi principal consistia na utilização de “mulas” para transporte de cocaína para a Europa, por via aérea, escondida nas bagagens. A presa foi encaminhada para o Centro de Recuperação Feminino e a filha foi entregue para ficar aos cuidados da avó.

Nesta fase da operação, foram expedidos e cumpridos cinco mandados de prisão preventiva, sendo quatro na Bahia e um no Pará, e quatro mandados de busca e apreensão. Além do caso de Belém, os outros foram registrados em Salvador e Ipiaú. Todos os mandados foram expedidos pela 17ª Vara Federal da Seção Judiciária de Salvador.

Não há maiores informações sobre a atuação do paraense no esquema criminoso, mas, segundo a Polícia Federal da Bahia, a investigação teve início em maio de 2019, a partir de informação recebida pelo serviço de Disque Denúncia da Secretária de Segurança Pública do estado.

Identificou-se, a partir daí, que o chefe da organização criminosa era proprietário de uma barraca de praia em Lauro de Freitas/BA, e usava o estabelecimento para aliciar pessoas – as chamadas “mulas” – para levar a droga. Ele também era o responsável por providenciar os passaportes, as passagens e ainda fornecia os euros para custear as despesas da viagem.

Ao longo da investigação foram presas dez pessoas tentando embarcar com cocaína em aeroportos da Bahia, Pernambuco, Ceará, São Paulo e Paraná, e mais outras três pessoas responsáveis pela entrega das malas já prontas, com a droga escondida, para as “mulas”. No total, foram apreendidos nessas ações pouco mais de 25 Kg de cocaína. Cada viagem, segundo estimativas da PF, podia render até meio milhão de reais para a quadrilha, e a “mula” recebia em torno de R$ 20 mil no caso de êxito no transporte da droga.

Outro fato que chamou atenção das autoridades foi o de que grande parte das pessoas aliciadas fornecia o mesmo endereço à Polícia Federal para a confecção do passaporte. Disso, inclusive, decorreu o nome da operação, já que o endereço falso declinado era na Ladeira do Olossá, no bairro de Itapuã, na capital baiana.

Os envolvidos irão responder pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas e falsidade ideológica, cujas penas, somadas, podem ultrapassar os 28 anos de reclusão

Polícia