Helder Barbalho anuncia concurso para reduzir déficit na Polícia Militar

Segundo o governador, sete mil vagas serão abertas no segundo semestre de 2019

Cleide Magalhães

Ampliar dos atuais 16 mil para 23 mil policiais militares nas ruas no Pará é uma das principais metas do Governo do Estado na área da segurança pública para os próximos anos. Segundo o governador Helder Barbalho, no próximo semestre será lançado edital para a realização de concurso público para ingresso na Polícia Militar com previsão de sete mil vagas abertas. O concurso deve ajudar a diminuir o atual déficit de 50% no número de policiais nas ruas. Segundo a Segup, o ideal seriam 32 mil policiais militares no Estado, mas atualmente existem 16 mil entre praças e oficiais.

“Já trabalhamos no início do processo de licitação para que possamos contratar empresa especializada em concurso público, para que já no início do segundo semestre deste ano possamos realizar o primeiro concurso público à polícia militar da nossa gestão. A ideia é que possamos fazer com um quantitativo elevado que nos permita ter uma reserva e irmos chamando de maneira escalonada dentro de um cronograma compatível com a capacidade orçamentária e financeira do Estado. Devemos abrir sete mil vagas para policiais militares, entre praças e oficiais, em uma busca que possamos recuperar o tempo perdido e recompor o quantitativo da tropa. Hoje estamos perto de 16 mil homens e mulheres, a defasagem é significativa já que deveríamos ter 32 mil”, afirmou o governador.

O anúncio do governador foi feito durante solenidade comemorativa ao Dia de Tiradentes, o patrono das polícias militares do Brasil, realizada pela Polícia Militar do Estado, na manhã desta segunda-feira (22), no Comando-Geral da PM, em Icoaraci. Foram homenageadas 369 personalidades, entre elas 60 civis, 17 militares de outras forças e os demais eram policiais de praça e oficiais da PM. “A importância da solenidade é pelo reconhecimento a todos que a fazem a nossa bicentenária instituição Polícia Militar e aos parceiros que colaboram e cooperam com o trabalho. Mas, acima de tudo, destacar o valor e o quanto cada policial militar, sejam praças ou oficiais, devem ter por parte do Estado e da sociedade. Desejando que o trabalho deles, que dão a vida e escolhem servir a sociedade, sejam reconhecidos”, afirmou Barbalho.

Territórios de Pacificação

Todavia, o governador entende que não basta o Estado apenas agir com a presença da polícia nas ruas. Por isso, destacou que o governo também pensa em um projeto importante de pacificação. A previsão é iniciar o processo de ocupação na primeira semana de maio deste ano em sete bairros da Grande Belém. As comunidades foram classificadas e diagnosticadas como as que contam com maiores índices de violência.

“Devemos trabalhar com estratégia e que esta possa subsidiar nossas ações para agirmos de forma preventiva e ostensiva. Sabermos que somente a ação da polícia não basta. Estamos nos organizando e, a partir de maio, vamos atuar com a criação de territórios providos da presença do Estado, com investimentos em saúde, educação, investimentos, geração de emprego, infraestrutura. Isso tudo compondo a estratégia de polícia por um lado e políticas por outro, e juntos oferecendo aquilo que a sociedade espera, que são serviço, qualidade de vida e paz”, frisou.

Os sete bairros são os mesmos que estão no campo de atuação, desde 25 de março deste ano, dos 200 agentes da Força Nacional de Segurança. São cinco em Belém: Cabanagem, Bengui, Terra Firme, Guamá e Jurunas). Além do Distrito Industrial, em Ananindeua, e bairro Nova União, em Marituba. “Estamos acompanhando diariamente os índices de violência nesses bairros. Se por ventura houver necessidade de remanejamento da tropa Força Nacional, faremos a partir dos estudos”, disse o governador do Pará.

O governador enfatizou também a redução nos números de violência no Estado. Dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), trazem que nesses 21 dias de abril, se comparado ao mesmo tempo em 2018, apresentam redução de 40% nos casos de homicídios no Pará, 70% em Belém e 86% em Ananindeua.

“Isso merece meu reconhecimento e demonstra que a gestão está indo no caminho certo.  Mas lembramos que a presença e ações preventiva e ostensiva da polícia não devem ser a única iniciativa. Isso tem prazo de validade e precisa estar acompanhado de ações do território de pacificação, para que junto com a polícia possamos ter a presença do Estado com serviços e a retomada dos territórios para que a sociedade possa liderara esse processo”, reiterou o governador Helder Barbalho.

Polícia
.

Desculpe pela interrupção. Detectamos que você possui um bloqueador de anúncios ativo!

Oferecemos notícia e informação de graça, mas produzir conteúdo de qualidade não é.

Os anúncios são uma forma de garantir a receita do portal e o pagamento dos profissionais envolvidos.

Por favor, desative ou remova o bloqueador de anúncios do seu navegador para continuar sua navegação sem interrupções. Obrigado!