Suspeito de matar grávida em Altamira morre durante intervenção policial em Pacajá
Apontado como líder de facção criminosa, homem reagiu à prisão e trocou tiros com policiais durante operação conjunta
Dyelison Nunes da Silva, 23 anos, morreu na quinta-feira (26), durante uma intervenção policial no município de Pacajá, no sudoeste do Pará. Ele era apontado pela Polícia Civil como o executor de Karina Carvalho Félix, 27 anos, que estava grávida de três meses quando foi assassinada em Altamira.
A ação que resultou na morte do suspeito foi realizada por equipes da Delegacia de Homicídios de Altamira, com apoio do Serviço de Inteligência da 4ª Companhia Independente de Missões Especiais (CIME) e da Polícia Militar de Pacajá. Segundo a polícia, Dyelison reagiu ao cumprimento do mandado de prisão preventiva e atirou contra os agentes. Houve troca de tiros, ele foi baleado, socorrido, mas não resistiu. A arma e as munições que estariam com ele foram apreendidas.
O crime contra Karina ocorreu no dia 16 de fevereiro, em frente à casa de parentes, em Altamira. A vítima foi atingida por pelo menos oito disparos de arma de fogo. Imagens de câmeras de segurança mostram Dyelison chegando em uma motocicleta, estacionando em uma rua próxima e seguindo a pé até o local onde a mulher estava acompanhada de familiares. Após os disparos, ele fugiu.
De acordo com as investigações, após o homicídio, Dyelison teria ido para Anapu, onde é suspeito de matar um adolescente de 14 anos na última terça-feira (24). Uma operação foi montada para cumprir o mandado de prisão, mas ele conseguiu fugir e acabou localizado em Pacajá.
O delegado responsável pelo caso informou que o suspeito ocupava posição de liderança na organização criminosa CCA (Comando Classe A) e era foragido do sistema prisional. A principal linha de investigação aponta que o assassinato da grávida está relacionado à disputa entre facções criminosas rivais.
Um jovem e uma adolescente de 16 anos, irmãos, chegaram a ser detidos um dia após o crime, suspeitos de atuarem como informantes, mas foram liberados pela Justiça e irão responder em liberdade.
Palavras-chave