Suspeito de estupro de vulnerável tem prisão relaxada após audiência de custódia em Abaetetuba
A informação foi divulgada nas redes sociais pela advogada do investigado
Herisson Alef Matos Ferreira, preso na sexta-feira (31) pela Polícia Civil sob suspeita dos crimes de estupro de vulnerável e coação de testemunhas no curso do processo, teve a prisão relaxada neste domingo (31), após passar por audiência de custódia.
A informação foi divulgada nas redes sociais pela advogada do investigado, a criminalista Denilza Teixeira. A advogada esclareceu, no entanto, que a decisão não significa que o cliente tenha sido considerado inocente das acusações. “O meu cliente ainda não foi julgado. O que houve foi uma análise no auto de prisão em flagrante que foi imposto pela autoridade policial. Assim que uma pessoa é presa, esse flagrante vai para as mãos da autoridade para falar da regularidade, as hipóteses legais de flagrante. E o juiz entendeu que não houve flagrante, não estava dentro da lei”, afirmou a advogada.
Nós nos apresentamos para as autoridades policiais, tanto para o delegado Mhoab quanto para a delegada Letícia. O juiz relaxou a prisão, mas ao mesmo tempo estabeleceu algumas regras para a liberdade do meu cliente. Em nenhum momento eu quero que a população pense que ele está absolvido ou livre da acusação. Muito pelo contrário. O processo segue”, concluiu.
O caso
Herisson havia sido autuado em flagrante pela Polícia Civil na última sexta-feira (31). Segundo a instituição, as investigações começaram após uma denúncia de abuso sexual contra uma menina de 11 anos. Durante a apuração, os investigadores também apontaram uma suposta tentativa de intimidação de uma testemunha do caso por meio de mensagens e áudios enviados pelas redes sociais.
De acordo com a Polícia Civil, o investigado se apresentou espontaneamente na Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (Deaca) de Abaetetuba, acompanhado de sua advogada, ocasião em que recebeu voz de prisão.
Até a publicação desta reportagem, não haviam sido divulgados detalhes da decisão judicial que determinou o relaxamento da prisão. O inquérito policial tramita em segredo de Justiça para preservar a identidade da vítima e das testemunhas.
A reportagem do Grupo Liberal solicitou posicionamento da Polícia Civil e da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) para confirmar se a determinação judicial já foi cumprida e se o investigado já está em liberdade.
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