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Seap conclui a 10ª fase da Operação MUTE com revistas em unidades de segurança máxima do Pará

Com o acompanhamento de policiais penais federais, as revistas ocorreram durante cinco dias nas 54 unidades prisionais, incluindo as de segurança máxima

O Liberal

Foi finalizada nesta sexta-feira (20), a 10ª fase da Operação MUTE, ação nacional coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen). A iniciativa promoveu revistas nas 54 unidades prisionais do Pará. A Operação foi encerrada nas unidades de segurança máxima, - Unidade Penitenciária de Segurança Máxima I e II (UPMAX I e II), no Complexo Penitenciário de Santa Izabel, na Região Metropolitana de Belém -, onde, pela décima vez consecutiva, não houve apreensão de ilícitos.

No Pará, a ação ocorre de forma integrada, ampliando o controle, a fiscalização e os protocolos de segurança no sistema prisional, a partir de revistas detalhadas em celas e pavilhões, o que permite uma checagem completa na estrutura física das unidades.

O coordenador-geral do Complexo Penitenciário de Santa Izabel, sargento PM Jefferson Leite, destacou a consistência dos resultados obtidos nas unidades de segurança máxima, atribuindo o desempenho à aplicação rigorosa dos protocolos operacionais da Seap.

Segundo ele, “nas unidades de segurança máxima não foi encontrado nada de relevância, que venha a agredir tanto a integridade física do custodiado quanto a do servidor, bem como aparelhos de comunicação, que é o principal objetivo da Operação MUTE. Temos ainda a presença da Polícia Penal Federal acompanhando essa Operação, dando mais lisura ao processo que vem acontecendo, levando essa notoriedade das aplicações de procedimento do Pará a nível nacional. Eles estão acompanhando e externando como está a realidade do sistema prisional paraense”.

Durante as nove fases anteriores, nenhum aparelho celular ou objeto foi identificado nas unidades prisionais do Estado. Nesta etapa, apenas um aparelho eletrônico foi localizado, o que resultou no afastamento de um servidor.

Controle e inteligência

O secretário-adjunto de Gestão Operacional, Ringo Alex Rayol Frias, enfatizou a eficiência dos mecanismos de controle e inteligência, que permitiram a apreensão do material ilícito e a rápida identificação dos responsáveis.

“É um aparelho celular no qual, de imediato, a equipe de Inteligência trabalhou junto com os operadores da casa e o diretor do complexo penitenciário na identificação e verificação da pessoa responsável em passar esse produto ilícito, que é um dano para toda a segurança pública do Estado e a segurança pública do próprio Sistema Penitenciário. Essa medida preventiva evita ocorrências reativas, e a gente consegue lograr êxito encontrando o aparelho e neutralizando essa comunicação, identificando os responsáveis e punindo no rigor da lei”, ressaltou o secretário-adjunto.

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