Protesto interdita trecho da BR-316 e causa engarrafamento em Ananindeua nesta segunda-feira
O ato de moradores teve início por volta de 7 hrs
Um protesto de moradores gerou um grande engarrafamento na BR-316, em Ananindeua, na manhã desta segunda-feira (26). A pista foi bloqueada e vários objetos queimados, impossibilitando o tráfego de veículos nos dois sentidos da via. Segundo as informações dos manifestantes, o ato é realizado por pessoas que vivem em uma área de invasão conhecida como ‘Comunidade Israel’, no bairro do Aurá, que teriam sido notificadas a respeito de uma reintegração de posse. A liberação do trânsito para o fluxo de veículos ocorreu por volta de 9h30, quando os moradores foram para a frente do prédio da prefeitura municipal.
A via teria sido bloqueada por volta de 7 horas, quando os moradores ocuparam a área, que fica próxima ao terminal rodoviário de Ananindeua. Minutos depois, teve início a queima de pneus e pedaços de madeira. A Polícia Militar acompanhou a situação para evitar possíveis desentendimentos entre os manifestantes e os condutores.
Durante o protesto, o morador Marcos Aires afirmou que a mobilização é uma tentativa de chamar a atenção do poder público para a situação das famílias que vivem na comunidade. “Essa reintegração vai prejudicar aproximadamente 450 famílias que moram naquela comunidade. É a única opção de moradia que esse povo tem. Estamos lá há cerca de um ano”, declarou.
Ainda de acordo com Marcos, o objetivo do bloqueio é pressionar representantes a se posicionarem sobre o caso. Ele afirmou que os moradores aguardam uma resposta que seja favorável à permanência das famílias na área. O morador alegou acreditar que há interesses econômicos por trás da área. “As pessoas que estão interessadas lá são empresários. Que tem interesse naquela terra para poder fazer futuros empreendimentos. Só que o povo está lá por causa da necessidade de moradia”, afirmou.
Marcos explicou ainda que a manifestação não tem previsão para encerrar. “Viemos para a BR-316 para chamar a atenção das autoridades. Não tem hora para acabar, só vai terminar quando alguém aparecer e dar uma resposta para esse povo”, completou.
A Redação Integrada de O Liberal está no local apurando mais informações.
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