MENU

BUSCA

Professor de reforço é preso suspeito de criar falsa pesquisa para estuprar aluna em Belém

A Polícia Civil apura a possível existência de outras vítimas, considerando relatos de que outras adolescentes teriam sido aliciadas sob o mesmo modus operandi

O Liberal

Um professor de reforço escolar foi preso pela Polícia Civil na quarta-feira (18/3), em Belém, durante a operação “Vis Ardil”, suspeito de estuprar uma adolescente de 15 anos, que era aluna dele. Segundo a PC, o investigado utilizava-se da simulação de uma suposta “pesquisa científica”, atribuída a uma pessoa fictícia denominada “Natasha”, para obter vantagem sexual da garota.

Conforme a investigação policial, a vítima foi induzida a acreditar que participaria de estudo acadêmico, sendo levada à residência do autor, onde, sob o pretexto de coleta de material biológico, era constrangida à prática de diversas violências sexuais, mediante ameaça e pressão psicológica.

Os pais da adolescente procuraram a Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (DEACA) da Santa Casa para relatar que a filha vinha sendo submetida a sucessivas violências sexuais praticadas pelo professor de reforço escolar.

A investigação revelou que os atos sexuais eram gravados pelo suspeito, sob o pretexto de uso na pesquisa e determinação de “Natasha”. Durante a apuração, a Polícia Civil verificou que o número telefônico utilizado pela suposta “Natasha” estava cadastrado em nome do próprio professor, evidenciando a utilização de identidade fictícia para enganar e coagir a vítima.

A equipe policial também apura a possível existência de outras vítimas, considerando relatos de que outras adolescentes teriam sido aliciadas sob o mesmo modus operandi. Diante dos fatos, a PC representou pela decretação da prisão preventiva e busca e apreensão dos aparelhos eletrônicos do homem, tendo sido os mandados expedidos pela Justiça e cumpridos na tarde de (18/3).

O suspeito foi detido e conduzido à unidade policial para a adoção dos trâmites legais cabíveis e encontra-se à disposição da Justiça. Informações podem ser repassadas sob sigilo pelo número 181 para auxiliar a Polícia Civil a identificar outras possíveis vítimas e aprofundar as investigações do caso.