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Polícia Civil do Pará prende 6 pessoas em operação que apura golpe de falsa construtora

Segundo a PCPA, a investigação iniciou a partir da notícia-crime registrada pela síndica de um condomínio em Belém, que foi levada a realizar pagamento por um serviço de concretagem a uma firma fictícia que se passava por uma renomada empresa de concretagem

O Liberal

A Polícia Civil do Pará (PCPA) prendeu seis pessoas nesta quinta-feira (19/3), em Curitiba, no Paraná, durante a operação “Concreto Armado”, que apura esquema de estelionato e lavagem de dinheiro de um grupo criminoso que se passava por empresa especializada em serviços de construção e concretagem para enganar contratantes. Segundo a PCPA, a investigação iniciou a partir da notícia-crime registrada pela síndica de um condomínio em Belém, que foi levada a realizar pagamento por um serviço de concretagem a uma firma fictícia que se passava por uma renomada empresa de concretagem. 

O delegado Rogério Moraes, titular da Diretoria de Polícia Metropolitana (DPM), disse que 120 atuaram no cumprimento de 42 mandados judiciais expedidos pelo Juízo de Garantias da Região Metropolitana de Belém, sendo nove deles mandados de prisão. “No Estado do Paraná, cerca de 100 policiais estão empenhados na missão, reunidos desde às 04h30 nas dependências da Escola Superior de Polícia do Paraná e em seguida conduzindo os bens apreendidos e presos para a sede da Denarc”, detalhou. Ele afirmou que outros mandados serão cumpridos simultaneamente nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Santa Catarina.

O delegado Társio Martins, da Seccional de São Brás e coordenador da operação, informou que, no decorrer das apurações, foram identificadas vítimas no Mato Grosso e Minas Gerais, além do Pará. Para ele, isso reforça o caráter interestadual das ações delituosas e o elevado grau de periculosidade da organização.

“Até o momento, seis pessoas foram presas e cerca de R$ 29 mil em espécie foram apreendidos, além de duas armas de fogo, um colete balístico e dezenas de equipamentos eletrônicos”, destacou ele. Também foram confiscados 37 celulares, três notebooks e mais de R$ 29 mil em espécie.

Entenda o caso

Um inquérito policial foi instaurado para apurar o complexo esquema criminoso relacionado à prática de estelionato qualificado (fraude eletrônica), associação criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. A investigação teve início a partir da notícia-crime registrada pela síndica de um condomínio na capital paraense, que foi levada a realizar pagamento por um serviço de concretagem a uma firma fictícia que se passava por uma renomada empresa de concretagem. 

As vítimas se informavam por publicidade fraudulenta, faziam contato com falsas centrais de atendimento ao cliente e, por fim, eram apresentadas às opções de pagamento em nome de pessoas jurídicas abertas em São Paulo, com o mesmo nome da empresa verdadeira, com pequenas alterações. Os serviços contratados não eram realizados.

A primeira fase da investigação culminou na identificação dos primeiros suspeitos, na análise de suas movimentações financeiras e na representação por medidas cautelares. Na decisão judicial com parecer favorável do Ministério Público, foi deferido o afastamento do sigilo bancário dos principais investigados e empresas de fachada.