Perícia recupera perfil genético dos mortos no massacre de Altamira
Prazo para finalizar as análises é de 10 dias, diz o Centro de Perícias Científicas Renato Chaves
Centro de Perícias Científicas Renato Chaves (CPCRC) afirmou na manhã desta quarta-feira (7) que foi possível recuperar o perfil genético de cada um dos cadáveres dos mortos no confronto entre as facções Comando Classe A (CCA) e Comando Vermelho (CV), ocorrido no dia 29 de julho, no Centro de Recuperação Regional de Altamira, sudoeste do estado. Na ocasião, 16 detentos foram decapitados e 42 morreram asfixiados pela fumaça causada pelo incêndio iniciado pelos presos.
Com isso, todos os corpos das vítimas estão aptos para serem comparados com o material genético dos familiares coletados. No entanto, O CPCRC destacou que as amostras dos familiares ainda estão sendo analisadas de maneira detalhada para indicar com exatidão a combinação entre vítima e seu respectivo parente. O resultado final das análises deve ser divulgado ao final do prazo de 10 dias, a contar desde a última sexta-feira (2). O órgão frisou que só se pronunciará novamente sobre o assunto ao final do processo.
As coletas das amostras de material genético (DNA) dos 30 corpos dos presos que foram assassinados durante confronto foram concluídas no dia 31.
Durante o traslado dos internos do CRRA para Belém, mais quatro presos foram assassinados por asfixiamento dentro do caminhão-cela, totalizando 62 vítimas do massacre.
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