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PC prende quatro pessoas e apreende adolescente em operação que apura tortura de facção em Santarém

A Operação Imperium ocorreu nesta terça-feira (10)

O Liberal

Quatro pessoas foram presas e um adolescente apreendido pela Polícia Civil na terça-feira (10/3), em Santarém, no oeste do Pará, durante a operação “Imperium”. A ação teve o objetivo de reprimir atividades relacionadas ao tráfico de drogas, atuação de organizações criminosas, crimes correlatos e episódios de tortura praticados como forma de “disciplina” por integrantes do grupo.

A ação teve início por volta das 5h e mobilizou equipes de diversas unidades policiais. De acordo com informações das autoridades, a operação foi resultado de meses de investigações realizadas na região. As diligências passaram a ser intensificadas após a apuração de um episódio de tentativa de homicídio, conhecido no meio criminoso como “disciplina”, supostamente aplicado por integrantes de uma facção na comunidade Cipoal.

“Durante a ação, nós cumprimos mandados de prisão temporária e de busca e apreensão em residências ligadas aos investigados, resultando na prisão de quatro suspeitos, além da apreensão de um adolescente através de uma determinação judicial. Drogas, celulares e outros objetos foram apreendidos e levados à delegacia para a realização dos procedimentos”, explicou o delegado Jamil Casseb, superintendente da região.

Nas residências dos investigados foram localizadas e apreendidas substâncias entorpecentes, além de outros elementos de interesse investigativo. Uma mulher, alvo de mandado de prisão temporária, foi detida juntamente com seu companheiro, que foi preso em flagrante com drogas. Um adolescente foi apreendido em cumprimento a uma ordem judicial também relacionada ao tráfico de entorpecentes.

“A operação é fruto de investigação que apura a atuação de facção criminosa na área rural de Santarém, no enfrentamento ao crime organizado e na proteção da comunidade local. Se tratando de uma região com áreas de difícil acesso e rotas frequentemente utilizadas por esses grupos, o trabalho investigativo e as operações policiais tornam-se ainda mais estratégicos”, concluiu o superintendente.