Pai é preso suspeito de agredir a própria filha recém-nascida em Santo Antônio do Tauá
O crime ocorreu na tarde desta quinta-feira (28), quando a mãe da bebê também foi agredida
Um homem foi preso, apontado como o principal suspeito de agredir a própria filha recém-nascida e a companheira, em Santo Antônio do Tauá, no nordeste do Pará. O caso ocorreu no início da tarde desta quinta-feira (28), em uma comunidade na região rural do município. A Polícia Civil investiga o caso.
“O suspeito foi apresentado pela Polícia Militar na delegacia de Santo Antônio do Tauá, após tentativa de fuga. Um bebê recém-nascido foi socorrido e encaminhado para atendimento médico, acompanhado da mãe. Três crianças encontradas no endereço do suspeito foram encaminhadas ao Conselho Tutelar. Perícias foram solicitadas e testemunhas são ouvidas para auxiliar nas investigações”, comunicou a PC, por meio de nota enviada à reportagem na tarde desta quinta.
Segundo informações da Polícia Militar, uma viatura foi acionada por volta de 12h30 para verificar a situação de uma criança de três dias de vida que supostamente havia sido agredida pelo próprio pai. A bebê apresentava manchas pelo corpo semelhantes a hematomas. O suspeito também teria agredido a companheira. A polícia foi até a unidade médica onde as vítimas estavam e coletou as informações sobre o caso.
A guarnição foi até o endereço informado pela mulher. Ao chegar ao local, os agentes observaram um homem sem camisa em posse de uma faca, atrás da casa. Ao receber ordem de parada, o suspeito tentou fugir, pulou alguns muros de casas próximas e entrou em área de mata. As equipes policiais continuaram as buscas na região com o auxílio da população. Após buscas, o suspeito foi localizado em uma rua. O investigado foi detido e agredido por moradores. A PM realizou o controle da situação e encaminhou o suspeito para a delegacia.
Ainda segundo a PM, três crianças que estavam na residência do suspeito, identificadas como filhas dele, foram encaminhadas para as autoridades competentes. Na delegacia, foi verificado que o suspeito já responde pelo crime de estupro de vulnerável.
Após a repercussão do caso, começou a circular nas redes sociais que as manchas existentes no corpo da criança não seriam marcas de espancamento, mas sim manchas de nascença. A reportagem do Grupo Liberal acionou a polícia para checar a veracidade dessa informação, mas não houve retorno oficial. No entanto, uma fonte ligada à polícia informou que “conforme o laudo [da Polícia Científica] são manchas mongólicas”.