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OAB-PA acompanha investigação sobre cadela morta a tiros em Tucumã

O animal foi morto a tiros no dia 19 de junho

O Liberal

O caso da morte da cadela Margarida, baleada após uma briga entre cães no município de Tucumã, no sul do Pará, está sendo acompanhado pela Comissão de Defesa dos Direitos dos Animais (CDDA) da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Pará (OAB-PA). Nesta terça-feira (30), a CDDA informou que presta apoio jurídico às investigações. O suspeito de matar a cachorra não foi preso.

Em nota, a entidade informou que duas advogadas da comissão atuam na região de Redenção e Tucumã para monitorar o andamento do caso.

“A Comissão de Defesa dos Direitos dos Animais da OAB-PA acompanha o caso e informa que duas advogadas da Comissão atuam na região de Redenção e Tucumã, prestando o acompanhamento jurídico necessário”, destacou a instituição.

A OAB-PA também informou que a Polícia Civil já representou pela prisão preventiva do homem investigado pelo disparo que matou o animal. “Até o momento, a Polícia Civil já representou pela prisão preventiva do investigado, e o pedido aguarda análise pelo Juízo de Garantias de Belém”, informou a nota.

Ainda conforme a OAB, a comissão defende que a situação seja esclarecida com rigor.

"A OAB-PA seguirá acompanhando o caso e reforça a importância da rigorosa apuração dos fatos e da responsabilização dos envolvidos, nos termos da legislação vigente", concluiu a entidade.

O caso

Margarida morreu após ser atingida por um disparo de arma de fogo no dia 19 de junho, em Tucumã. De acordo com as investigações, o tiro teria sido efetuado pelo tutor de outro cachorro, após uma briga entre os animais.

A cadela chegou a correr ferida até a casa da tutora, mas não resistiu aos ferimentos. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o animal tenta fugir logo após ser baleado.

A morte gerou grande comoção porque Margarida havia sobrevivido a um histórico de violência. Antes de ser adotada, ela foi resgatada pela Associação de Proteção aos Animais de Tucumã (Apatuc) após ter sido vítima de zoofilia e, desde então, vivia sob os cuidados da tutora.

A Polícia Civil segue investigando o caso, que é apurado como crime de maus-tratos contra animais.