Ministério Público cobra providências após tiroteio no Pronto-Socorro da 14 de Março, em Belém
A medida foi determinada pelo promotor de Justiça Carlos Stilianidi Garcia
O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) informou nesta segunda-feira (26) que instaurou procedimento para cobrar e acompanhar as providências adotadas pelos órgãos de segurança após o tiroteio registrado no Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti, o PSM da 14 de Março, em Belém.
A medida foi determinada pelo promotor de Justiça Carlos Stilianidi Garcia, titular da 3ª Promotoria de Justiça de Controle Externo da Atividade Policial e da Tutela Coletiva da Segurança Pública de Belém (3ª PJCEAP-TCSP), diante da gravidade do episódio ocorrido no último sábado (24), que deixou quatro pessoas feridas e provocou pânico entre pacientes e servidores da unidade hospitalar.
Segundo o MPPA, o procedimento foi instaurado a partir de informações divulgadas pela imprensa e tem como objetivo fiscalizar as ações adotadas pelos órgãos responsáveis, especialmente no que se refere à segurança dentro de unidades de saúde. Foram acionadas como requeridas a Corregedoria da Guarda Municipal de Belém e a Corregedoria da Polícia Civil do Estado do Pará.
De acordo com o MPPA, em nota, a Polícia Civil informou que a mulher apontada como autora dos disparos foi autuada em flagrante por lesão corporal grave. Um homem que também esteve envolvido na ocorrência foi autuado por desacato. Apesar do episódio, a Prefeitura de Belém informou que o atendimento no Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti segue funcionando normalmente.
Tiroteio
O caso ocorreu no início da tarde de sábado (24), quando um casal de pessoas em situação de rua foi levado por agentes da Guarda Municipal ao PSM da 14 para atendimento médico. Durante a permanência no local, houve um confronto físico com os agentes, momento em que a mulher conseguiu tomar a arma de uma guarda municipal e efetuou disparos dentro da unidade hospitalar.
Os tiros atingiram dois guardas municipais e uma técnica de enfermagem que trabalhava no hospital. A autora dos disparos também acabou sendo ferida durante a contenção. A situação gerou correria e desespero entre pacientes e servidores, que relataram momentos de terror.
Equipes da Polícia Militar foram acionadas para conter a ocorrência, e os envolvidos foram conduzidos à Seccional Urbana de São Brás para os procedimentos legais.
Insegurança
Após o episódio, servidores do Pronto-Socorro denunciaram, em vídeos divulgados nas redes sociais, a falta de segurança e de supervisão adequada na unidade, especialmente aos fins de semana. As denúncias apontam que a ausência de policiamento fixo e a sobrecarga de profissionais contribuem para situações de risco dentro do hospital.
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