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Investigação de agressão a adolescente autista em Castanhal avança satisfatoriamente, diz advogado

Segundo ele, a investigação penal no caso auxilia na responsabilização civil que está sendo produzida

O Liberal

O advogado Fellype Furtado, que representa a família do adolescente agredido na Escola Municipal Prof.ª Emília Gimennez, em Castanhal, no nordeste do Pará, utilizou as redes sociais na quinta-feira (9/4) para se manifestar sobre o caso. Segundo ele, a investigação penal no caso envolvendo a vítima, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), “está correndo de maneira satisfatória”, inclusive auxiliando na responsabilização civil que está sendo produzida. Até o momento, as autoridades não deram esclarecimentos de como o episódio de violência ocorreu.

Em sua conta no Instagram, Furtado agradeceu o trabalho feito pela Delegacia da Mulher e falou que todas as medidas estão sendo tomadas para que a justiça seja feita o mais rápido possível, resguardando a integridade e a honra do menor envolvido e da mãe.

“No intuito de evitar ainda mais exposição de detalhes processuais que podem até mesmo prejudicar o andamento das investigações, faremos comentários pontuais a respeito do caso, respeitando as instituições e partes envolvidas. Declaramos, porém, nosso total comprometimento com o desenrolar do caso e da obtenção da justiça”, afirmou.

O caso

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As investigações da Polícia Civil mostraram que um deles marcava o encontro com a vítima e, depois de se relacionar com as vítimas, os dois exigiam dinheiro. Caso não fosse paga a quantia ordenada, eles as matavam

Na última terça (7/4), a Secretaria Municipal de Educação (Semed) divulgou uma nota confirmando o caso e informou a instauração de uma sindicância para apurar o episódio, com prazo de 30 dias para conclusão.

No comunicado, a Semed não detalha as circunstâncias da ocorrência, mas afirma que acompanha a situação “com máxima seriedade” e que, “desde o conhecimento dos fatos, foram adotadas todas as medidas cabíveis, em articulação com a gestão da unidade escolar e os órgãos competentes, para garantir o acolhimento do estudante e a devida apuração”.

A Secretaria também destacou que o caso segue sob “acompanhamento rigoroso”, conforme a legislação vigente e os protocolos de proteção. “Por respeito à vítima e à família, e para preservar o andamento das investigações, não serão divulgadas informações adicionais neste momento”, informa a nota.

O episódio repercutiu na Câmara Municipal de Castanhal. Durante sessão realizada na mesma terça-feira (7), a vereadora professora Cláudia Seabra se manifestou sobre o caso, enfatizando a necessidade de responsabilidade diante da gravidade da situação e reforçando a importância de um ambiente escolar seguro e inclusivo.

A Polícia Civil informou que um boletim de ocorrência por lesão corporal foi registrado na Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (DEACA) de Castanhal e o caso segue sob investigação.