Homem é preso e polícia investiga paradeiro de bebê após fraude em registro de nascimento no Pará
A polícia informou ainda que o investigado possui antecedentes por falsificação de documentos de veículos e atualmente cumpre pena em regime aberto por esses crimes
A Polícia Civil do Pará prendeu, na segunda-feira (23), um homem suspeito de envolvimento em crimes de tráfico de pessoas, falsificação de documento público e uso de documento falso, durante a Operação Origem, realizada em Belém. A ação foi coordenada pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), com apoio do Grupo de Trabalho em Vulneráveis (GTV/NIP).
O preso foi identificado como Frank William Pereira Pacheco, cabo da reserva da Marinha do Brasil. Contra ele havia um mandado de prisão preventiva, além de ordens judiciais de busca domiciliar para apreensão de dispositivos eletrônicos e localização de um bebê de seis meses, que pode ser vítima de tráfico humano.
De acordo com as investigações, o suspeito teria utilizado uma Declaração de Nascido Vivo (DNV) extraviada, originalmente emitida pela Santa Casa de Misericórdia de Belém para outra criança, para realizar de forma fraudulenta o registro civil de um recém-nascido. Com o documento, foi possível emitir uma certidão de nascimento falsa, na qual o bebê foi registrado como filho do investigado e de uma mulher que, na verdade, havia dado à luz outra criança em agosto de 2025.
A fraude foi descoberta quando a verdadeira mãe procurou o cartório para registrar o filho e constatou que já havia um registro em seu nome, vinculado a um pai desconhecido. Perícias confirmaram inconsistências nos documentos apresentados anteriormente, incluindo divergências biométricas e uso de identidade falsa.
Inicialmente, a Polícia Civil apurava a possibilidade de tráfico de pessoas na modalidade de adoção ilegal. No entanto, durante o cumprimento das buscas, foi constatado que o bebê registrado como filho do investigado não está com a família, que afirma desconhecer a existência da criança.
Em depoimento, o suspeito apresentou uma versão considerada inconsistente. Ele alegou ter encontrado, em via pública, uma pasta com documentos, incluindo a DNV, e que teria feito o registro falso apenas para comunicar o nascimento de um suposto filho e obter auxílio natalidade. Segundo ele, a criança nunca existiu.
A polícia informou ainda que o investigado possui antecedentes por falsificação de documentos de veículos e atualmente cumpre pena em regime aberto por esses crimes.
Durante a operação, o celular do suspeito foi apreendido. Ele foi interrogado e permanece à disposição da Justiça.
As investigações continuam com o objetivo de localizar o bebê, esclarecer sua verdadeira origem e identificar possíveis outros envolvidos no caso.
Palavras-chave