'Gato': operação identifica irregularidades em 17 imóveis durante fiscalização na Grande Belém
De acordo com o levantamento realizado durante a operação, o volume estimado de energia desviada ultrapassa 203 mil quilowatt-hora (kWh), quantidade suficiente para abastecer aproximadamente 580 residências durante um mês
Uma operação conjunta de combate ao furto de energia, realizada entre terça-feira (30/6) e quinta (2/7), em Belém e Ananindeua, resultou na autuação de 17 imóveis, entre residências e estabelecimentos comerciais. Durante as fiscalizações, foram identificadas ligações irregulares realizadas por fora do sistema de medição e indícios de adulteração em medidores de energia, práticas que podem caracterizar o crime de furto de energia elétrica.
Os responsáveis pelas unidades consumidoras foram conduzidos à delegacia para prestar esclarecimentos. A ação contou com a participação de equipes da Polícia Civil, da Polícia Científica e da Equatorial Pará, responsáveis pelas inspeções técnicas e pela coleta de evidências nos sistemas de medição.
De acordo com o levantamento realizado durante a operação, o volume estimado de energia desviada ultrapassa 203 mil quilowatt-hora (kWh), quantidade suficiente para abastecer aproximadamente 580 residências durante um mês, considerando um consumo médio mensal de 350 kWh por unidade consumidora.
Segundo Giovany Moraes, gerente do Sistema de Medição Centralizada, o furto de energia compromete a segurança da população e a qualidade do fornecimento de energia.
"As ligações clandestinas e as fraudes nos sistemas de medição sobrecarregam a rede elétrica, aumentam o risco de acidentes, como choques e incêndios, e podem provocar oscilações e interrupções no fornecimento de energia para clientes que utilizam o serviço de forma regular. Por isso, a atuação integrada com os órgãos de segurança é fundamental para combater essa prática criminosa e garantir um sistema elétrico mais seguro e confiável para toda a população", destaca.
A Equatorial Pará reforça que o furto de energia é crime, previsto no artigo 155 do Código Penal Brasileiro, com pena de um a quatro anos de reclusão, além de multa. Quando há adulteração de equipamentos de medição, outras tipificações penais também podem ser aplicadas, conforme a legislação vigente.
A distribuidora mantém ações permanentes de fiscalização em todo o estado, utilizando tecnologia e inteligência operacional para identificar irregularidades e reduzir perdas de energia. A população também pode colaborar denunciando ligações clandestinas de forma anônima, por meio da Central de Atendimento 0800 091 0196 ou pelo canal oficial da polícia, 190.
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