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Envolvido em acidente que matou mulher em Marabá é PM da reserva

A colisão entre uma motocicleta e uma caminhonete foi registrada na madrugada da úlltima segunda-feira (26)

Da Redação

A Polícia Civil confirmou, na manhã desta quarta-feira (28), a identificação do responsável pelo atropelamento que vitimou Marlene Sousa Feitosa, de 51 anos, na madrugada da última segunda-feira (26), em Marabá, sudeste do Estado. O condutor é José do Espírito Santo Barbosa, subtenente da reserva remunerada da Polícia Militar, que se apresentou espontaneamente à 21ª Seccional de Polícia Civil acompanhado de seu advogado.

O acidente ocorreu no cruzamento da Avenida 2000 com a Rua Fortaleza, no Bairro Belo Horizonte. Marlene trafegava de motocicleta em companhia de Aguinaldo Almeida Pereira, que ficou gravemente ferido após a colisão contra uma caminhonete conduzida por Barbosa.

De acordo com o superintendente da Polícia Civil, delegado Antônio Mororó, a investigação avançou rapidamente, principalmente após a repercussão das imagens chocantes do acidente. “Destacamos um delegado com uma equipe tão somente para trabalhar em cima desse caso e, no final da tarde de ontem, nós já havíamos chegado à autoria”, revelou Mororó.

A polícia chegou ao nome de José do Espírito Santo após localizar e ouvir a passageira do veículo, que serviu como testemunha chave. O militar da reserva confessou a autoria do impacto na motocicleta durante o interrogatório, embora tenha alegado que não havia ingerido bebida alcoólica e que não trafegava em alta velocidade. Apesar das alegações, a Polícia Civil descarta, inicialmente, tratar o caso como homicídio culposo (quando não há intenção de matar). A linha de investigação aponta para o dolo eventual, quando o autor assume o risco de produzir o resultado fatal.

“Não será homicídio culposo no trânsito porque entende-se que houve assunção do risco. A pena varia de seis a 12 anos”, pontuou o superintendente. O delegado Antônio Mororó destacou que a análise técnica será fundamental para confrontar o depoimento do investigado. “Existem outras diligências a serem tomadas. A princípio trabalhamos com dolo eventual. A nossa equipe conseguirá analisar e determinar a velocidade aproximada”.

Após prestar depoimento, o subtenente foi liberado, conforme prevê a legislação para casos de apresentação espontânea fora do período de flagrante. O inquérito segue em andamento com a realização de perícias técnicas no local e nos veículos.