Empresária denuncia furtos em estabelecimentos comerciais do bairro de Batista Campos, em Belém
Parte superior de estabelecimento onde a denunciante trabalha, ainda em obras, já foi alvo de quatro invasões; crime mais recente foi registrado por câmeras
Uma sequência de furtos vem tirando o sossego de moradores e proprietários de estabelecimentos comerciais no bairro de Batista Campos, em Belém. A denúncia foi feita por uma empresária que trabalha em um desses locais. Ela registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil do Pará nesta sexta-feira (1º/5), detalhando um episódio no seu espaço de trabalho. O imóvel é dividido em dois compartimentos: a parte inferior, onde fica a área principal, nunca foi alvo de criminosos; já o segundo piso, que atualmente passa por obras, tem sido o principal foco das invasões. Por questão de segurança, a identidade da denunciante será preservada.
Segundo a denunciante, somente a parte de cima já foi alvo de criminosos pelo menos quatro vezes. O caso mais recente aconteceu na noite de quinta-feira (30), por volta das 21h30, e foi registrado por câmeras de segurança. As imagens mostram o momento em que um homem invade o local em obras, circula pelo espaço e observa atentamente o ambiente, aparentemente avaliando quais objetos poderia furtar.
Entre os itens levados estão fios elétricos e outros materiais de eletricidade, que costumam ser visados por criminosos por poderem ser revendidos posteriormente. O prejuízo estimado nesta última ação é de cerca de R$ 5 mil em equipamentos da obra.
O que diz a Polícia
Por meio de nota, a Polícia Civil do Pará informou que o caso é investigado pela Seccional de São Brás. "Perícias foram solicitadas e equipes policiais atuam para identificar e localizar os envolvidos.", detalha a nota.
Recorrência e danos
Durante a entrevista, a empresária descreveu a recorrência dos crimes e os danos causados. “Eles são cara de pau, viu. É esse tipo de situação aqui no nosso bairro. Nosso ponto, o ponto vizinho, prédios… os caras, em regra, invadem para levar coisas que eles possam vender. Então normalmente são coisas pequenas. Nesse caso dessa invasão, levou mais de 5 mil reais da obra que estava sendo feita, em equipamentos. Enfim, é um desastre”, denunciou.
Ela também explicou como os criminosos conseguem acessar o segundo piso. “Eles vêm pelo telhado, destroem, entram e levam coisas pequenas, normalmente cabos, ferramentas menores, porque é o que conseguem carregar subindo pelo telhado”, afirmou.
Além dos furtos, os suspeitos também causam danos à estrutura do local. “Eles roubam, eles destruíram todo o circuito de segurança porque ficam pegando os cabos. É terrível. Mas eu sei que nós não somos os únicos alvos”, apontou a denunciante. Segundo a empresária, a vulnerabilidade está relacionada à ligação do segundo piso com um prédio vizinho: “Na parte principal mesmo, graças a Deus, nunca conseguiram entrar nem levar nada. É mais nessa parte do segundo piso.”
A empresária também acredita que os furtos estão relacionados a um problema social mais amplo e cobra maior presença policial. “É essa galera que rouba para vender nesses ferros-velhos, para conseguir dinheiro para droga. É um buraco muito fundo, a gente sabe. Mas justamente por isso esse policiamento devia acontecer de maneira mais ostensiva, porque a gente aqui (Presidente Vargas, Batista Campos, Campina) está muito vulnerável por conta desse problema crônico”, concluiu.
Histórico de insegurança no centro de Belém
O histórico de insegurança no centro de Belém também ganhou destaque no bairro da Cidade Velha na primeira quinzena do mês de abril. Na ocasião, no dia 11, moradores realizaram um protesto para cobrar políticas públicas voltadas à segurança e à população em situação de rua nas redondezas da Cidade Velha.
A mobilização, denominada "Abraço Pela Paz", foi realizada na Praça Dom Pedro II e seguiu em direção a prédios públicos. O ato buscou chamar a atenção para o aumento da violência em Belém, especialmente na região histórica da capital.
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