Duas mulheres são resgatadas de cárcere privado em menos de 48 horas no Pará
Em um dos casos, a polícia conseguiu localizar e prender um suspeito
Duas mulheres vítimas que estavam sendo mantidas em cárcere privado foram resgatadas pelas forças da segurança pública em menos de 48 horas no Pará. Os casos foram registrados no último final de semana no arquipélago do Marajó e no município de Paragominas, no sudeste do Estado. Um suspeito foi preso.
Os resgates ocorreram na mesma semana em que o Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (28), o projeto da Câmara dos Deputados que cria o Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Violência contra a Mulher (PL 1099/2024). O banco de dados reunirá informações de condenados por crimes como feminicídio, estupro, importunação sexual, assédio sexual, lesão corporal, perseguição e violência psicológica. A proposta segue para sanção presidencial.
O primeiro caso ocorreu na comunidade Ermon, no Furo do Macaco, no Marajó. A ação foi conduzida por equipes da Base Fluvial Antônio Lemos, instalada em Breves e vinculada à Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup). A operação teve início após denúncia feita pelo irmão da vítima, que relatou ameaças com arma de fogo, agressões físicas e a proibição de saída da mulher, mantida trancada pelo companheiro.
Uma guarnição do Grupamento Fluvial de Segurança Pública (GFlu), com apoio das polícias Militar e Civil, foi até o local e encontrou a vítima, que confirmou as denúncias. O suspeito foi localizado nas proximidades da residência, apresentando sinais de embriaguez, recebeu voz de prisão e foi encaminhado à delegacia, onde permanece à disposição da Justiça.
O segundo resgate ocorreu no mesmo dia, em Paragominas, com o auxílio do Ciop. Detalhes sobre a prisão de suspeitos neste caso não foram informados.
De acordo com o titular da Segup, Ed-Lin Anselmo, a atuação rápida das forças de segurança é essencial para interromper ciclos de violência. “Mais uma vez, damos uma resposta rápida a casos de violência contra a mulher, e não vamos parar. Incentivamos que as denúncias sejam feitas para que vidas sejam salvas e possamos interromper ciclos de violência doméstica”, afirmou.
O secretário também destacou ferramentas como o SOS Mulher 190, lançado no último dia 9 de abril pela governadora Hana Ghassan. A iniciativa permite que vítimas acionem a polícia com identificação automática e envio de localização em tempo real.
Outro destaque é o programa Pró-Mulher, criado em 2022, que já realizou mais de 18 mil atendimentos no Estado, reunindo ações de prevenção, acolhimento e repressão qualificada aos crimes contra mulheres.
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