Cunhado e sobrinha do deputado Beto Faro (PT) são encontrados em Bujaru
Criminosos e reféns continuam desaparecidos. Apenas um envolvido foi preso.
Raimundo Nascimento Furtado e Karine Santos Furtado, cunhado e sobrinha, respectivamente, do deputado Beto Faro (PT), foram libertados e já se encontram de volta ao município de Bujaru. Pai e filha foram vítimas de um sequestro na manhã nesta terça-feira (30), quando três homens invadiram a residência da família, localizada na vila do Curuçambaba. Os criminosos procuravam por dinheiro, mas como não encontraram, pegaram os dois como reféns e fugiram em um veículo da família. Depois de trocar duas vezes de carro, criminosos e reféns pegaram rumo desconhecido, deixando familiares desesperados pela falta de notícias.
Um dos bandidos, Anderson Barbosa Brasil, o "Dil", foi preso horas depois enquanto tentava fazer a travessia do primeiro carro roubado usado na fuga para o município vizinho de Inhangapi. A Polícia Civil suspeitava que pai e filha haviam sido levados para a zona rural de Bujaru, onde concentrou as buscas. Equipes de Acará e Bujaru atuaram juntas nas investigações. Familiares das vítimas usaram as redes sociais para fazer um apelo por informações sobre o paradeiro dos dois.
Informações repassadas por moradores da região apontavam como provável destino do bando uma área às margens do rio Bujaru, localizada a cerca de oito quilômetros da sede do município, para onde seguiram os policiais. Com o auxílio de um adolescente de 17 anos, que indicou um ponto em área de mata, as guarnições, sob o comando do sub-tenente Emílio e coronel Mário Antonio, prenderam um segundo envolvido no sequestro, que atende pela alcunha de "Careca", apontado como o mentor da ação criminosa. Pelo telefone, ele pediu a imediata liberação dos reféns.
Raimundo Nascimento Furtado e a filha Karine, respectivamente irmão e sobrinha da deputada estadual Dilvandra Faro (PT), esposa de Beto Faro, conseguiram retornar a Bujaru e se encontram na residência do prefeito. Os outros dois envolvidos no sequestro, conhecidos como "Catitu" e "Totó", foram presos e, durante o interrogatório foi descoberto que ambos são vizinhos das vítimas.
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