Conselho Tutelar apura suposto caso de abuso sexual em escola de Icoaraci
Não há detalhes sobre quando exatamente o caso ocorreu, mas a informação veio à tona nesta terça-feira (3)
A Secretaria de Educação do Estado do Pará (Seduc) confirmou, na noite desta terça-feira (3), que o Conselho Tutelar apura o caso de um suposto abuso sexual envolvendo dois alunos de 11 anos da Escola Estadual de Ensino Fundamental Professora Guajarina de Souza da Silva, localizada no bairro do Cruzeiro, no distrito de Icoaraci. Não há detalhes sobre quando exatamente o caso ocorreu, mas a informação veio à tona nesta terça-feira (3), após a mãe da vítima denunciar o episódio para a imprensa.
O caso envolve duas crianças: a vítima, de 11 anos, e o suposto autor, um colega de classe da mesma idade. Em nota oficial, a Seduc informou que, além da apuração do Conselho Tutelar, “os estudantes envolvidos, juntamente com seus familiares, estão sendo acompanhados por assistentes sociais e psicólogos da Seduc”.
Inicialmente, o caso foi registrado na Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (Deaca), e, posteriormente, conforme apurado pela reportagem, passou para a responsabilidade do Conselho Tutelar, por não haver medida socioeducativa prevista, em legislação, para o fato registrado.
A mãe da vítima relatou que o episódio inicial teria sido flagrado por uma funcionária da escola, que ouviu vozes no banheiro masculino induzindo atos sexuais e encontrou os alunos. A vítima estaria inclinada, enquanto o colega desabotoava a calça. Na ocasião, ambos retornaram à sala de aula, e o aluno apontado como autor foi desligado da instituição no dia seguinte.
No entanto, a mãe da vítima alega que a direção da escola teria minimizado o ocorrido, informando inicialmente que não teria havido “nada demais”. Ainda conforme relatos da mulher, a gravidade dos fatos só veio à tona quando a criança, apresentando forte abalo emocional, passou por atendimento com uma psicóloga em uma unidade de saúde do bairro.
Ainda na versão da mãe, durante a consulta, a profissional de saúde teria constatado que a violência não foi um caso isolado. Conforme o relato da mãe, a criança confidenciou que os abusos ocorriam de forma recorrente e confirmou a ocorrência de penetração.
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