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Cachorra morre após ser atropelada por carro em Icoaraci

O caso gerou revolta entre moradores da área

O Liberal

Uma cachorra morreu após ser atropelada por um carro de passeio na manhã de quinta-feira (26), na rua Sargento Joaquim Resende, no bairro da Campina, em Icoaraci, distrito de Belém. O caso gerou revolta entre moradores da área, que alegam que o motorista teria atingido o animal de forma proposital. Câmeras de segurança de um imóvel registraram o atropelamento. Segundo a Polícia Civil, equipes da Delegacia de Proteção Animal (DEPA) fazem buscas para localizar o condutor do carro, que já foi identificado. "Informações que auxiliem na apuração do caso podem ser repassadas pelo Disque-Denúncia, no número 181. O sigilo é garantido", comunicou.


Segundo relatos de vizinhos, a cadela, chamada “Pituquinha”, havia saído para a rua nas primeiras horas da manhã, como fazia de costume, e foi encontrada morta pouco depois.

Uma moradora da rua, que preferiu não se identificar, contou que a cena abalou profundamente a vizinhança. “A minha vizinha, que a adotou, está passando mal. Não consegue ver as imagens, não consegue falar com ninguém. Está sofrendo muito por causa da bichinha. Todos nós na rua estamos sofrendo”, afirmou.

De acordo com ela, imagens de câmeras de segurança mostram o momento do atropelamento. “Vocês veem na imagem, ele fez propositalmente. Ele desviou o carro para passar por cima dela. Tanta rua que tem, e ele foi mesmo em cima dela”, declarou.

A moradora explicou ainda que, inicialmente, a tutora pensou que o animal pudesse ter sido envenenado. Ao encontrar a cadela caída no chão, chamou o marido e decidiu verificar as câmeras de segurança. Foi quando identificou o atropelamento. “Ela pensou que a Pituquinha tinha sido envenenada. Quando puxou as câmeras, viu essa imagem. Foi isso que aconteceu. Ela morreu na hora”, disse.

Pituquinha era conhecida na vizinhança. Os antigos donos morreram há cerca de quatro anos e, desde então, a cachorra foi acolhida por uma moradora. “Os donos dela faleceram, primeiro o marido e depois a esposa. Ela ficou na rua e essa senhora da frente de casa adotou. Ela era muito dócil, todo mundo cuidava, entrava na casa de todo mundo”, relatou.

Moradores informaram que já identificaram a placa do veículo e afirmam que pretendem levar o caso adiante. “Nós já achamos a placa do carro, já pesquisamos tudo. Ele vai pagar pelo que fez”, declarou a vizinha.

Maus tratos

No Brasil, atropelar um cachorro e não prestar socorro é considerado crime de maus-tratos, conforme prevê a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98). A legislação estabelece que ferir ou maltratar animais, incluindo a omissão de socorro após um acidente, pode resultar em detenção e multa.

Quando há comprovação de dolo ou omissão culposa, especialmente em casos envolvendo cães e gatos, a pena pode chegar de dois a cinco anos de reclusão, além de multa e proibição da guarda do animal, conforme o artigo 32 da norma. Em situações de atropelamento, o motorista deve interromper o trajeto e tentar prestar assistência, acionando o Corpo de Bombeiros ou a Polícia Militar ou Rodoviária pelos números 190 ou 191.