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Após anulação, policial militar acusado de execução volta ao banco dos réus em Belém

Até por volta das 21h, o Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA) não havia divulgado o resultado da sentença

O Liberal

O julgamento do policial militar Leandro Dias Santos, acusado de executar Dário Rangel Ferreira Alves, foi retomado nesta terça-feira (17), no Fórum Criminal de Belém. A sessão teve início por volta das 9h, com depoimentos de testemunhas, e é presidida pelo juiz João Vinícius Malheiro, titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri, no bairro da Cidade Velha. Até por volta das 21h, o Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA) não havia divulgado o resultado da sentença.

Familiares da vítima e integrantes de grupos de apoio acompanharam o julgamento. O caso já havia sido apreciado em 2018 pelo júri, quando o réu foi absolvido, alegando legítima defesa. No entanto, a decisão foi anulada pelo tribunal, que determinou a realização de um novo julgamento.

O crime ocorreu na madrugada do dia 9 de maio de 2016, na passagem Paulo Cícero, no bairro do Guamá, em Belém. Segundo as investigações, a motivação estaria relacionada a uma discussão ocorrida momentos antes do assassinato. Dário Rangel teria impedido Carlos Alberto Jardin, conhecido como “Peixe”, de roubar uma motocicleta que estava estacionada nas proximidades de um bar onde ambos estavam.

De acordo com testemunhas, após ser impedido, Carlos Alberto teria se afastado do local enquanto fazia uma ligação telefônica para o policial, afirmando que tinha uma “missão” para ele. Minutos depois, Carlos Alberto retornou conduzindo uma motocicleta, com o policial militar na garupa, ambos sem capacete.

Ainda conforme os relatos, ao chegar ao local, Leandro teria efetuado o primeiro disparo. Em seguida, levantou-se da garupa da motocicleta e realizou novos tiros, atingindo a vítima, principalmente na região da cabeça. Após a execução, os dois fugiram.

Durante interrogatório realizado em 2016, Carlos Alberto afirmou que havia pedido ao policial apenas para “dar um susto” em Dário Rangel, por conta da desavença. Ele declarou que o PM teria “exagerado” ao matar a vítima. À época, também relatou que a discussão começou após ser impedido de cometer o roubo.

Posteriormente, em julgamento, Carlos mudou a versão e negou ter acionado o policial por telefone, alegando que Leandro estaria passando pelo local e foi chamado por ele.

Já o policial militar afirmou que conhecia Carlos Alberto por morarem na mesma área. Em sua versão, disse que entregou a condução da motocicleta a Carlos por estar armado e alegou que a vítima teria tentado atacar ambos, motivo pelo qual efetuou os disparos em legítima defesa.

Carlos Alberto foi apontado como mandante do crime. Ele chegou a ser condenado a 27 anos de prisão, mas teve a pena reduzida para 12 anos.