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Advogado investigado pela morte de Tainá Yarina já está em unidade prisional de Santa Izabel do Pará

A transferência foi realizada na tarde de terça-feira (28), por determinação da Justiça

O Liberal
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O advogado Wlandre Gomes Leal, investigado pela morte da companheira, Tainá Yarina dos Santos Cardoso, de 29 anos, já está custodiado na Unidade de Custódia e Reinserção (UCR) da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), localizada em Santa Izabel do Pará, na Região Metropolitana de Belém. A transferência foi realizada na tarde de terça-feira (28), por determinação da Justiça.

A informação foi confirmada pela Seap, que informou que o investigado permanece à disposição do Poder Judiciário. "A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informa que a transferência de Wlandre Gomes Leal foi realizada na tarde desta terça-feira (28), em cumprimento à determinação judicial. O acusado está sob custódia e à disposição da Justiça”, diz o comunicado da Seap à reportagem. A transferência foi autorizada pelo juiz Sidney Pomar Falcão, da Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.

Na segunda-feira (27), a defesa havia solicitado que Wlandre permanecesse preso em Santarém, pedido que chegou a ser acolhido pela Justiça. No dia seguinte, entretanto, os advogados mudaram de posicionamento e requereram a transferência para Belém, solicitação novamente deferida pelo magistrado. Até então, o advogado estava custodiado na Central de Custódia Provisória de Santarém, em cela individualizada e separada dos demais presos.

Em nota à imprensa local, a defesa informou que a transferência foi solicitada porque a capital dispõe de estrutura equivalente à Sala de Estado-Maior, prevista no Estatuto da Advocacia para profissionais regularmente inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Segundo os advogados, a medida também evitaria eventuais questionamentos sobre a legalidade da custódia.

Investigação

Wlandre Gomes Leal foi preso na noite de 19 de julho. Inicialmente, ele informou à Polícia Civil que a companheira teria tirado a própria vida. No decorrer das investigações, porém, essa versão passou a ser contestada pelos primeiros elementos reunidos pela polícia.

Segundo a investigação, inconsistências no relato apresentado pelo advogado, a natureza do ferimento encontrado no tórax de Tainá e os vestígios recolhidos no apartamento motivaram a prisão em flagrante por suspeita de feminicídio, posteriormente convertida em prisão temporária.

O delegado Kleidson Castro afirmou à imprensa de Santarém que o estado do sangue encontrado no imóvel, o intervalo entre o ocorrido e o acionamento do socorro, além das características da lesão sofrida pela vítima, levantaram dúvidas sobre a dinâmica apresentada pelo investigado.

A Polícia Civil também apura relatos de possíveis episódios anteriores de violência doméstica envolvendo o casal. O inquérito segue em andamento e aguarda a conclusão dos laudos periciais.

A defesa informou que somente irá se manifestar sobre o mérito das investigações e sobre as declarações da família após a conclusão das perícias técnicas, reiterando que aguarda as provas produzidas durante o inquérito.

Em nota, nesta quarta-feira (29), a Polícia Civil confirmou que Wlandre Gomes Leal permanece preso temporariamente e que o inquérito tramita dentro do prazo legal, aguardando a juntada dos laudos periciais.

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