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Adotei um gato filhote e agora? Médica veterinária dá orientações sobre o que fazer

Com atenção, carinho e cuidados adequados, a adoção de um gato pode ser muito tranquila

Gabrielle Borges

A adoção de um gato filhote é um momento emocionante, mas exige preparo e cuidados específicos para garantir o bem-estar do pet. O OLiberal.com conversou com a médica veterinária Lorena Aviz, que oferece dicas essenciais para uma adaptação confortável do novo integrante da família.

Para auxiliar os tutores, a especialista detalha passos importantes desde a criação de um espaço seguro até a atenção à saúde preventiva e alimentação adequada. O objetivo é evitar traumas e garantir a saúde do animal em seu novo ambiente.

Espaço seguro e aconchegante

Nos primeiros dias, é fundamental restringir o filhote a um cômodo calmo da casa. Este espaço deve ter água, comida e uma caminha confortável para que ele se sinta seguro e acolhido.

A veterinária Lorena Aviz orienta que o tutor prepare um "enxoval" completo para o novo pet. Ele deve incluir ração, a caixa de areia, comedouro e bebedouro (preferencialmente de cerâmica), além de um brinquedo e uma cama em formato de toca.

"É importante que o filhote fique isolado inicialmente de outros animais da casa. Essa medida permite sua adaptação gradual e previne a transmissão de possíveis doenças que ele possa trazer. Caso haja outros gatos no lar, a adaptação precisa ser gradual. O ideal é fazer eles se conhecerem inicialmente pelo olfato e visão, mas sem contato direto. Encontros supervisionados e curtos, como uma alimentação lado a lado com barreiras visuais, ajudam a criar vínculo. Essa prática evita possíveis brigas e tensões entre os felinos já residentes e o novo filhote", explica.

Alimentação adequada

Filhotes possuem necessidades nutricionais distintas dos gatos adultos. Lorena Aviz recomenda oferecer fórmulas específicas para a idade do filhote, fracionadas em pequenas porções ao longo do dia.

"Se o filhote for recém-nascido, a alimentação deve ser feita através de uma fórmula veterinária. Este é um substituto comercial do leite, geralmente encontrado em pet shops, e precisa ser diluído em água. Mas quando o gato tem por volta de um mês de vida, a alimentação já muda para ração apropriada para a idade. O tutor, no entanto, deve ter cuidado redobrado com a hidratação do felino. Gatos são animais que não costumam tomar muita água. Por isso, a oferta de sachê, petiscos pastosos e patês é crucial, pois esses alimentos possuem uma porcentagem muito alta de água e auxiliam na hidratação.

Vacinação e vermifugação

A atenção à saúde preventiva é outro ponto essencial. O calendário de vacinação deve ser iniciado logo após a adoção, assim como a vermifugação, para proteger contra parasitas internos e externos.

A veterinária reforça a importância da consulta veterinária assim que o filhote é adotado. Isso permite entender sua idade e histórico, especialmente quando não há informações sobre os pais.

Além do entendimento da idade e peso, as consultas são necessárias para detectar doenças ou iniciar tratamentos preventivos. Isso é vital para evitar enfermidades e garantir o bem-estar do animal.

Outros cuidados precisam ser realizados, como a medicação contra pulgas e sarnas, que deve ser mantida mensalmente por toda a vida do animal. A escovação dos dentes e do pelo também são essenciais nesta fase inicial.

Exames também são cruciais, tanto os físicos (olhos, narinas e orelhas) quanto os mais profundos. Isso inclui testes para FIV, FELV e hemogramas, entre outros exames laboratoriais.

Exames laboratoriais, como hemograma e bioquímico, verificam a função do rim e do fígado. O teste para FIV e FELV é indispensável, pois são doenças virais que infelizmente não têm cura e exigem cuidados contínuos.

Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo, sob edição e supervisão de Heloá Canali, editora-executiva de Oliberal.com