Profissionais de saúde previnem-se contra coronavírus
Mesa redonda foi realizada no Sindmepa nesta quinta (6)
Em pronunciamento ao participar de mesa redonda promovida pelo Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa), nesta quinta-feira (6), em Belém, a infectologista Tânia Chaves, da Sociedade Brasileira de Infectologia e professora da UFPA, revelou que surgem por minuto, na China, seis casos do novo coronavírus nCoV. Essa ocorrência foi constatada pela profissional mediante monitoramento que faz da doença. Tânia Chaves e Helena Brígido, diretora do Sindmepa, reuniram-se com profissionais de saúde no cine teatro da entidade, para trocar informações e o repasse de orientações preventivas à transmissão do coronavírus dada a propagação do vírus no mundo.
Entre as medidas destacam-se, como disse Tânia Chaves, a etiqueta respiratória, ou seja, procedimentos como lavar as mãos, cuidado com tosse e outras.
Tânia Chaves informou que tem falado aos colegas de profissão e estudantes que “para enfrentar é preciso conhecer”. Então, a mesa redonda veio justamente nesse sentido, como disse a médica. Existem mais dúvidas e incertezas sobre algumas questões relacionadas ao novo coronavírus, como qual a definitiva forma de transmissão, além da que ocorre por via aérea, o que precisa ser elucidado, como observou a infectologista. E não se pode esquecer que o vírus foi sequenciado somente há quase um mês, salientou a médica.
Etiqueta
“Uma observação que eu considero muito importante passar para todos é que, agora, a prática de etiqueta respiratória deve ser praticada diariamente, além da higienização das mãos com água e sabão. Se não tenho água e sabão, eu vou utilizar dentro da minha bolsa o álcool gel para eu higienizar essas mãos, porque o vírus pode estar presente no que é eliminado na saliva, no espectro que fica do espirro, da tosse. Então, a gente precisa tomar cuidado”, observou a médica.
“Na hora do aperto de mão, por exemplo, a gente precisa estar atento para isso, e essas medidas devem ser, inclusive, consolidadas para outros vírus respiratórios que nós temos em circulação”, disse Tânia Chaves.
Carnaval
O fluxo de pessoas, inclusive, provenientes de outros países ao País, por ocasião do Carnaval é um fator de atenção aos profissionais de saúde no País. “Considerando que 98,5% dos casos estão na Província de Hubei, portanto, nas cidades que integram essa província, e tem cidades da China que não têm a doença, mas hoje são cerca de 28 mil casos; e é lá que a transmissão está sustentada. E a recomendação, obviamente, é a intensificação das medidas de precaução, a prática da etiquete respiratória, você cobrir o rosto ou você proteger quando tossir com o cotovelo, se tiver o lenço descartável que você despreze e imediatamente utilize o álcool gel para higienizar as mãos ou lave as mãos com água e sabão por um período de 20 segundos (contar de 1 a 20)”.
A infectologista destacou que não existem casos confirmados da doença na América do Sul, na América Latina. “Os novos patógenos não precisam de passaporte nem de visto para atravessar as fronteiras”, pontou Tânia Chaves.
Alerta
Os profissionais de saúde, como a médica, devem praticar cada vez mais as medidas de precaução e estar em alerta para as mudanças. A produção científica tem se dado em uma velocidade impactante, mas se deve também ter critério para avaliação as informações. “A melhor maneira de nós enfrentarmos um inimigo é conhecer. Conhecer para enfrentar. Uma outra recomendação é evitar o envio das fake news”, observou.
Entre 2002 e 2003, houve a pandemia da SARS, iniciada na China, teve 8 mil casos, com 799 óbitos, 20% desses óbitos foram observados em profissionais de saúde.
Helena Brígido, infectologista e diretora do Sindimepa, disse que o evento desta quinta-feira visou conscientizar os profissionais de saúde “tenham segurança no atendimento, que a população tenha tranquilidade, de vez que é possível que o novo coronavírus venha para o Brasil, e aí Belém está neste contexto.; mas, nós precisamos estar preparados, daí a mesa redonda ser também online”. Se um cidadão vier de uma cidade onde há caso confirmado da doença, com febre, tosse e falta de ar deve procurar atendimento médico.
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