Uso de piscinas em condomínios exige regras e pode gerar multas e interdição, alerta especialista
Lei federal estabelece medidas de segurança para piscinas de uso coletivo e proposta no Congresso prevê punições para responsáveis que deixarem crianças sem supervisão
Piscinas são um dos principais atrativos em condomínios residenciais, especialmente em regiões de clima quente como o Norte do Brasil. No entanto, o uso desses espaços de lazer também exige atenção às regras de segurança e à legislação vigente, que estabelece responsabilidades para moradores, síndicos e administradores.
Desde 2022, está em vigor no país a Lei nº 14.327/2022, que determina normas mais rigorosas para piscinas de uso coletivo, incluindo as localizadas em condomínios. A legislação exige a instalação de dispositivos de segurança, como ralos antiaprisionamento e cercas de proteção, além de prever sanções em caso de descumprimento das normas, podendo resultar até na interdição da área.
De acordo com o advogado Pedro Garcia, especialista em administração de condomínios, a legislação busca reduzir riscos e prevenir acidentes nesses ambientes.
Além das regras já em vigor, um projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional, relatado pela deputada federal Laura Carneiro (PSD-RJ), pretende ampliar as responsabilidades dentro dos condomínios. A proposta prevê multa de até 20 salários mínimos para pais ou responsáveis que permitirem que crianças menores de 12 anos permaneçam sem supervisão em áreas comuns, como piscinas.
Segundo o especialista, o texto também prevê obrigações para síndicos, que deverão afixar avisos claros sobre regras de uso, faixas etárias e procedimentos de segurança. O descumprimento dessas medidas poderá gerar multa de até 10 salários mínimos.
Em Belém, já existe legislação específica sobre o tema. A Lei Municipal nº 8.802, em vigor desde 2011, determina a obrigatoriedade da presença de guardiões em piscinas de condomínios, com quantidade de profissionais definida de acordo com o tamanho da área comum. Apesar disso, a norma ainda é pouco aplicada e fiscalizada.
Para Pedro Garcia, o avanço das normas pode representar um passo importante na prevenção de acidentes.
“O objetivo é evitar tragédias que têm se tornado cada vez mais frequentes, muitas vezes causadas pela falta de supervisão de crianças e pela ausência de ações de conscientização dentro dos condomínios”, afirma.
Dicas para síndicos reforçarem a segurança nas piscinas
• Aplicar multas a responsáveis que deixarem crianças desacompanhadas;
• Instalar placas com regras de uso e indicação de faixa etária;
• Investir em câmeras de monitoramento nas áreas comuns;
• Realizar campanhas de conscientização entre moradores;
• Reforçar a proteção das piscinas com grades, correntes e piso antiderrapante;
• Disponibilizar equipamentos de salvamento e primeiros socorros;
• Revisar regularmente as normas internas de segurança.
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