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Quarenta anos sem Romulo Maiorana: conheça a história do homem que inovou a comunicação no Pará

O empreendedor nasceu em Recife, capital de Pernambuco, e trouxe inovações no comércio e, principalmente, no ramo da comunicação paraense, criando um legado que segue lembrado até os dias atuais

O Liberal

A morte de Romulo Elégio Dario Severo Maiorana Chiapetta, conhecido como “seu Romulo”, completa 40 anos nesta quinta-feira (23/4). Ele nasceu em Recife, capital de Pernambuco, em 20 de outubro de 1922, e faleceu precocemente aos 63 anos, em 23 de abril de 1986. Filho de imigrantes italianos, Francisco Maiorana e Angelina Chiapetta Maiorana, Romulo trouxe inovações no comércio e, principalmente, no ramo da comunicação paraense, criando um legado que segue lembrado até os dias atuais.

Mesmo tendo passado seus primeiros anos de vida em Recife, ele partiu para Roma, na Itália, onde estudou e atuou como datilógrafo durante a II Guerra Mundial. Ele retornou ao Brasil após o fim do conflito global, dando seus primeiros passos na publicidade e no jornalismo em Natal, capital do Rio Grande do Norte.

A chegada a Belém e o tino comercial

Aos 31 anos, Romulo Maiorana chegou a Belém, na década de 50, e começou a empreender no comércio. Sua trajetória iniciou com a Duplex Publicidade, na avenida Almirante Barroso, onde fabricava placas de ônibus, painéis luminosos e flâmulas de publicidade.

Sua expertise empresarial o levou a construir um nome de credibilidade no comércio com as lojas RM, usando suas iniciais. Romulo inovou a forma de vender, com vitrines amplas, variedade de produtos e atendimento personalizado. Outro diferencial era a inclusão de um espaço para venda de lanches nas lojas, algo original para a época.

Legado que transformou a comunicação

A grande marca do empreendedor foi sua atuação na comunicação. Em 1966, ele adquiriu o jornal O Liberal, que passava por uma crise e estava em iminente falência, sob a gestão do tenente Moura Carvalho. O periódico, fundado em 1946 como braço político, era considerado por muitos como um 'jornal praticamente falido' após a morte do Barata em 1959 e a venda ao engenheiro Ocyr Proença.

Após a compra, Romulo Maiorana transformou O Liberal em um dos maiores jornais do Brasil. Ele trabalhou para tornar o veículo menos partidário e mais jornalístico, alcançando novos patamares de credibilidade.

Em 1974, ele comprou a “Folha do Norte” e transferiu O Liberal para um prédio na rua Gaspar Vianna. Na nova fase, máquinas de escrever foram substituídas por computadores, e novos processos de composição e edição foram implantados.

Romulo Maiorana deixou uma marca indelével na comunicação e no desenvolvimento da Amazônia. O jornal O Liberal, que ele transformou, completa 80 anos em 15 de novembro deste ano.