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Qual o nome escolhido para oncinha nascida no BioParque Vale Amazônia? Veja aqui!

Mais de 28 mil votaram pela internet em opções inspiradas em nomes de origem indígena de rios da Amazônia

O Liberal

A onça-pintada filhote nascida no BioParque Vale Amazônia, em Parauapebas (PA), recebeu o nome de Xingu. A escolha foi feita por internautas em uma votação online que totalizou mais de 28 mil votos. O anúncio ocorreu neste domingo (29), durante a celebração de 41 anos do parque, localizado na Serra dos Carajás.

Os nomes disponíveis para votação eram de origem indígena, fazendo referência a importantes rios amazônicos. Xingu foi o mais votado, conquistando mais de 56% da preferência popular. Solimões obteve 27,7% dos votos, enquanto Tapajós registrou 16,3%.

O filhote Xingu é um macho e possui genética do Cerrado. Seu nascimento é resultado de um programa de reprodução conduzido pela equipe técnica do BioParque Vale Amazônia. Este evento é considerado um marco fundamental para a conservação da espécie, que se encontra ameaçada de extinção.

Detalhes do nascimento e importância para a conservação

A gestação de uma onça-pintada geralmente dura entre três e quatro meses, resultando no nascimento de um ou dois filhotes. O BioParque Vale Amazônia registra sete nascimentos da espécie nos últimos doze anos.

Xingu é filho do casal Marília e Zezé, que também possuem genética do Cerrado e já fazem parte do plantel do BioParque. A chegada do filhote reforça a bem-sucedida trajetória da instituição na conservação da espécie. A expectativa é que ele seja apresentado ao público no recinto ainda no primeiro semestre, após deixar a área de cuidados especiais.

“O nascimento de um animal ameaçado de extinção reforça a importância de projetos de conservação da biodiversidade. No BioParque Vale Amazônia, o trabalho contínuo para garantir bem-estar físico e comportamental cria condições adequadas para a reprodução destas espécies. E é motivo de orgulho ver que esse esforço responsável tem gerado resultados concretos para a conservação da fauna brasileira”, declarou Nereston de Camargo, veterinário do BioParque Vale Amazônia.

Os pais de Xingu, Marília e Zezé, chegaram ao BioParque vindos de Goiás. Marília foi resgatada de cativeiro ilegal, e Zezé nasceu em uma instituição de Goiás, sendo filho de pais também resgatados de cativeiro. Por terem sido expostos à influência humana, eles não podem ser reintroduzidos na natureza, uma situação comum em casos de apreensão.

Atualmente, o casal Marília e Zezé integra o plantel do parque sob cuidados permanentes e ajuda a conscientizar o público sobre a importância do combate ao tráfico e da preservação da fauna. Animais resgatados muitas vezes perdem habilidades essenciais para sobreviverem em vida livre.

A onça-pintada e o legado do BioParque

A onça-pintada, quando adulta, é o maior felino das Américas. A espécie pode atingir até 1,90 metro de comprimento e 80 centímetros de altura, com peso que chega a 135 quilos.

Com 41 anos de história, o BioParque Vale Amazônia consolidou-se como um dos principais centros de pesquisa, conservação e educação sobre a fauna silvestre no Brasil. O local já registrou o nascimento de diversas espécies ameaçadas de extinção, como Ararajuba, Arara-Azul e Gavião-Real.

Nos últimos anos, o parque também foi pioneiro na reprodução de uma harpia em exibição no Brasil e contribuiu ativamente para o Programa de Reintrodução das Ararajubas em Belém.

Atualmente, o BioParque abriga cerca de 360 animais de 67 espécies da fauna silvestre, incluindo aves, mamíferos e répteis. Muitas dessas espécies são raras ou estão ameaçadas de extinção.

O BioParque integra a Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (AZAB) e colabora com os Planos Nacionais de Conservação de Espécies Ameaçadas (ICMBio). O parque também segue metas nacionais e internacionais para a preservação da biodiversidade.

O espaço é parceiro de instituições governamentais como ICMBio e IBAMA, recebendo animais resgatados de apreensões contra o tráfico de fauna silvestre. Sua equipe especializada inclui biólogos, veterinários, botânicos e analistas ambientais.

A rotina de cuidados diários é um destaque do BioParque. Uma equipe de tratadores se dedica à limpeza dos recintos e ao preparo da alimentação dos animais. Mensalmente, cerca de uma tonelada de alimentos é preparada, seguindo a dieta específica de cada espécie, com itens como frutas, carnes, peixes, ração e amêndoas.