Pará amplia rede hospitalar com novas unidades e reduz necessidade de deslocamentos a Belém
Expansão da rede estadual fortaleceu a regionalização da saúde, ampliou o acesso a atendimentos especializados e reduziu a necessidade de deslocamentos para Belém
O Governo do Pará ampliou a rede pública estadual de saúde nos últimos anos com a entrega de 16 hospitais e serviços hospitalares desde 2019. As novas unidades, ampliações, reformas e modernizações, realizadas por meio da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), fortaleceram a assistência de média e alta complexidade em diversas regiões do Estado, aproximando o atendimento especializado da população.
A expansão da rede é destacada em alusão ao Dia do Hospital, celebrado nesta quinta-feira (2), e representa um avanço na política de regionalização da saúde, reduzindo a necessidade de pacientes percorrerem longas distâncias em busca de consultas, exames, cirurgias e internações.
Somente em 2026, a rede estadual ganhou importantes reforços com a entrega da primeira etapa do Hospital Regional de Cametá, do Hospital Regional Materno-Infantil de Marabá, do Hospital Estadual Materno-Infantil Anita Gerosa, em Ananindeua, da ampliação e modernização do Hospital de Clínicas Gaspar Vianna e da inauguração do Hospital da Mulher do Pará.
A empregada doméstica Suene Medeiros Pereira, de 34 anos, vivenciou esse avanço ao dar à luz sua primeira filha no Hospital Estadual Materno-Infantil Anita Gerosa, após uma gestação de alto risco. Ela destaca o acolhimento recebido durante todo o atendimento. "Foi um atendimento maravilhoso desde o momento em que entrei no hospital. Depois que minha filha nasceu, toda hora vinha um profissional saber se ela estava bem, orientar sobre a amamentação e acompanhar a nossa recuperação. Eu tive um suporte maravilhoso, que fez toda a diferença", relatou.
Outra paciente beneficiada pela nova estrutura é a auxiliar administrativa Gizele Andrade, de 41 anos. Encaminhada ao Hospital da Mulher do Pará após o diagnóstico de um pólipo uterino, ela realizou consulta, cirurgia e hoje segue apenas em acompanhamento.
Segundo Gizele, o atendimento humanizado foi determinante para enfrentar o tratamento. "Fui acolhida desde a primeira consulta. A equipe me transmitiu muita segurança e consegui fazer a cirurgia rapidamente, resolvendo um problema que poderia evoluir para algo mais grave", afirmou.
Além das unidades entregues neste ano, a rede estadual passou a contar ou teve fortalecidos hospitais regionais nos Caetés, Tapajós, Castanhal, Castelo dos Sonhos, Baixo Tocantins Santa Rosa, Salinópolis, PA-279, Menino Jesus, Rio Maria e o Pronto-Socorro Dr. Roberto Macedo, entre outras estruturas que ampliaram a capacidade de atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Morador de Bragança, o motorista de ônibus escolar Marcos Antônio Vieira de Oliveira, de 35 anos, está internado no Hospital Regional Público dos Caetés após sofrer um acidente de motocicleta. Para ele, o atendimento humanizado tem contribuído diretamente para sua recuperação. "O que mais me marcou foi o acolhimento e a forma como fui recebido durante toda a internação. Esse cuidado fortalece a autoestima e nos dá mais confiança para enfrentar esse momento", disse.
O secretário de Estado de Saúde Pública, Ualame Machado, afirma que a ampliação da rede representa uma mudança na forma como os serviços chegam à população. "Nosso maior objetivo é garantir que o cidadão tenha acesso a um atendimento de qualidade cada vez mais perto de onde vive. A expansão da rede fortaleceu a regionalização da saúde, ampliou a oferta de serviços especializados e reduziu a necessidade de longos deslocamentos para tratamento. Hoje, o Pará possui uma rede mais moderna, preparada e presente em todas as regiões", destacou.
Até 2018, a concentração dos serviços especializados em Belém e em poucos hospitais regionais obrigava milhares de pacientes a percorrer grandes distâncias para receber atendimento. Embora o Estado já contasse com importantes referências, como os hospitais regionais do Baixo Amazonas, da Transamazônica e do Sudeste do Pará, além das unidades de Salinópolis, Cametá, Conceição do Araguaia e Barcarena, a expansão da rede tornou possível ampliar a cobertura e descentralizar os serviços especializados.
Esse fortalecimento da assistência é percebido pelos próprios usuários. A artesã Lenita Cruz de Souza, de 61 anos, atendida no Hospital Regional do Baixo Amazonas, afirma que uma intercorrência identificada durante sua recuperação evitou complicações mais graves. "Foi aqui que descobriram o problema que eu estava tendo. Em outros lugares fizeram apenas o básico. Aqui, cuidaram de mim o tempo todo", contou.
No Hospital Regional Público da Transamazônica, a aposentada Hausblene Nunes, de 67 anos, também destaca o acolhimento recebido durante o tratamento. "Desde a recepção até os médicos, todos me receberam muito bem. Em um momento de desespero, encontrei profissionais que me deram confiança. Hoje sigo meu tratamento com esperança porque sei que estou sendo bem cuidada", afirmou.
De acordo com Ualame Machado, os investimentos continuarão priorizando a regionalização da assistência. "Quando fortalecemos os hospitais regionais, aproximamos o atendimento especializado da população. Isso significa menos tempo de deslocamento, mais rapidez no diagnóstico e no início do tratamento, além de mais conforto e segurança para pacientes e familiares. Esse compromisso continuará guiando a expansão da rede estadual de saúde", concluiu.
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