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Venda de motos cresce no Pará com busca por economia, mobilidade e crédito facilitado

Concessionárias registram aumento nas vendas, fila de espera por modelos populares e consumidores aproveitam feirões para realizar a compra do primeiro veículo.

Fabyo Cruz

As motocicletas seguem ganhando espaço entre os consumidores paraenses. O crescimento nacional de 8,28% nas vendas em junho de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), também é percebido nas concessionárias do Pará, onde a procura por modelos de baixa cilindrada aumentou significativamente. A combinação entre economia de combustível, facilidade de deslocamento no trânsito e condições especiais de financiamento tem impulsionado o mercado, que já enfrenta até fila de espera para entrega de alguns veículos.

Na concessionária onde atua há 17 anos, o supervisor de vendas Josielson Miranda afirma que o aquecimento do setor é evidente. Ele explica que o aumento das vendas veio acompanhado de um crescimento no faturamento e de uma demanda acima da capacidade imediata de entrega.

“Hoje nós temos quase 600 motos na fila de espera. São clientes que já fecharam negócio, já efetuaram o pagamento e aguardam a entrega. Dependendo do modelo, a espera pode chegar a três meses”, relata.

Procura

Os modelos de baixa cilindrada lideram a preferência dos consumidores paraenses. Entre eles, a Pop e a Titan aparecem como as mais vendidas por aliarem baixo consumo de combustível, manutenção acessível e praticidade para o uso diário. Os modelos mais populares podem custar em média R$16 mil. 

Para Josielson, o principal motivo da compra continua sendo a economia proporcionada pelas motocicletas: “A moto reúne mobilidade urbana, permite fugir dos congestionamentos e ainda gera uma economia significativa com combustível. No fim do mês, isso faz muita diferença no orçamento das famílias”.

Ele observa que o perfil do comprador também se ampliou nos últimos anos. Se antes a motocicleta era vista principalmente como instrumento de trabalho, hoje ela atende diferentes públicos.

“A moto virou uma realidade para todo mundo. Tanto quem tem uma renda maior quanto quem ganha menos procura esse tipo de veículo para facilitar o dia a dia. Ela deixou de ser apenas uma ferramenta de trabalho e passou a fazer parte da rotina das pessoas”, afirmou.

Oportunidade

Eventos promocionais também ajudam a aquecer o mercado. Durante um “feirão de veículos” realizado em Belém, taxas reduzidas de financiamento e ofertas especiais contribuíram para aumentar o número de negociações.

“A gente conseguiu vender rapidamente motos que estavam há bastante tempo no estoque porque o consumidor percebe a vantagem nas condições oferecidas durante o evento”, explica o supervisor.

A expectativa da concessionária é que o segundo semestre mantenha o ritmo de crescimento. A combinação entre mercado aquecido, juros atrativos em algumas modalidades de crédito e o interesse crescente por alternativas mais econômicas de transporte deve continuar impulsionando as vendas.

“Nossa expectativa é crescer ainda mais. A procura continua aumentando porque as pessoas querem economizar combustível, fugir dos congestionamentos e ter mais agilidade na mobilidade urbana”, prevê.

Sonho realizado

Entre os clientes que aproveitaram o evento está o caseiro Marcelo Rodrigues, de 43 anos, morador do bairro Águas Lindas, em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém (RMB). Ele chegou ao evento decidido a comprar a primeira motocicleta da família.

Marcelo conta que soube da promoção pelo rádio e encontrou condições que cabiam no orçamento: “Foi uma oportunidade muito boa. Fiz uma economia junto com a minha esposa e consegui realizar esse sonho”.

Ele conta que a motocicleta será utilizada principalmente para facilitar os deslocamentos diários e evitar atrasos nas atividades da família: “A moto vai ajudar muito na nossa rotina. Ela chega a lugares onde o carro enfrenta mais dificuldade e vai trazer mais praticidade para mim, para minha esposa e para os meus filhos”. Para viabilizar a compra, Marcelo deu uma entrada e optou pelo financiamento: “Foi a forma que coube no meu bolso. Agora é seguir pagando as parcelas e aproveitar essa conquista”.