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Marituba registra casos de doença de fungos esporotricose humana

Dois registrados foram feitos neste mês no município, que não havia tido nenhuma ocorrência em 2025

O Liberal

Marituba registrou os primeiros casos do fungo esporotricose em humanos neste ano. A Secretaria Municipal de Saúde de Marituba confirmou que foram registrados dois casos da doença esporotricose humana até essa sexta-feira (23). Os novos casos geram alerta já que no ano passado (2025) nenhum caso foi registrado. A esporotricose é uma doença fúngica, que pode afetar gatos e humanos, causada pela espécie Sporothrix brasiliensis. 

"A Secretaria esclarece que o monitoramento da esporotricose humana é realizado de forma contínua, seguindo os protocolos do Ministério da Saúde, com ações de vigilância epidemiológica, notificação dos casos, investigação da fonte de infecção, coleta de amostras para diagnóstico, oferta de tratamento aos pacientes confirmados e acompanhamento durante todo o período necessário", complementou a Prefeitura de Marituba.

A infecção causada por fungo provoca feridas na pele e se desenvolve em condições ambientais específicas. Em 2025, Belém registrou 1.547 casos da doença em felinos e 169 em humanos, um aumento de 172,4% e 108,%, respectivamente, em comparação ao ano de 2024, que contou com 568 casos em felinos e 81 em humanos.

A doença é tratável e a eutanásia é indicada somente em último recurso ou impossibilidade de tratamento.Os órgãos de saúde municipais tem mantido vigilância sobre o aumento da doença. 

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A esporotricose surgiu no Rio de Janeiro em 1998. A doença teve crescimento exponencial a cada ano que passava acometendo humanos e principalmente felinos. Desde então a doença se expandiu para todos os outros estados do Brasil e países da América Latina. A esporotricose é hoje a principal zoonose presente. O fungo se adaptou à pele do gato, que hoje é o principal transmissor para outros gatos e para o ser humano.

Anteriormente, a Secretaria de Estado de Saúde (Sespa) já havia 21 casos notificados de esporotricose em humanos, no Pará, sendo 01 em Belém, e 20 casos em Ananindeua. A esporotricose é uma das 19 micoses classificadas pelo Ministério da Saúde como endêmicas oportunistas e a única de notificação compulsória.

Algumas medidas podem prevenir a transmissão da esporotricose como evitar o acesso dos animais à rua, animais doentes devem ficar isolados durante todo o tratamento. Os tutores devem também: castrar os animais, o que ajuda a diminuir as disputas/brigas pelas fêmeas e por território; tratar os animais doentes até a alta por cura; evitar o contato direto com os animais doentes ou suspeitos sem Equipamento de Proteção Individual (EPIs); cremação os cadáveres dos animais doentes para evitar a contaminação do solo; realizar criteriosa higienização com hipoclorito (água sanitária) dos espaços de isolamento onde os animais doentes estiverem.