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Estado amplia segurança em rotas fluviais com nova base no Baixo Tocantins

Com entrega prevista para o fim de março, a terceira Base Fluvial Integrada do Governo reforçará presença do Estado nos rios e fortalecerá ações que já apresentam resultados no combate à criminalidade

O Liberal

As principais rotas fluviais da Amazônia ganhará um novo reforço com a implantação da Base Fluvial Integrada de Segurança Pública “Baixo Tocantins”, destinada ao município de Abaetetuba.A previsão é que a nova base seja entregue até o final de março. A nova estrutura, executada pelo Governo do Estado por meio da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), será a terceira base desse tipo no Pará e deverá fortalecer o combate à criminalidade nos rios, além de ampliar a proteção às comunidades ribeirinhas da região.

A obra conta com investimento de R$ 9 milhões do Governo do Estado e já está com a construção 100% concluída. Atualmente, o projeto segue para as etapas finais, que incluem a aplicação da identidade visual. O ponto foi definido estrategicamente para fiscalizar e controlar o fluxo de embarcações que circulam na região do Baixo Tocantins, considerada uma área sensível para o transporte de cargas e para a circulação entre diferentes regiões do Estado.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, a posição da base permitirá o monitoramento de uma das principais rotas utilizadas por organizações criminosas para o transporte de drogas e outros ilícitos. A região funciona como um dos últimos pontos de passagem para embarcações antes de seguirem em direção a rotas internacionais.

 

Segundo o secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Ed-Lin Anselmo, a nova base integra a estratégia do Estado de ampliar o controle sobre rotas fluviais utilizadas pelo crime organizado.
“Esse é o último ponto de passagem para embarcações que podem servir de transporte para o tráfico de drogas, bem como para outros tipos de crimes, pois o porto de Vila do Conde é conhecido por ser uma das rotas que nos liga aos demais países da América Latina. Nossa estratégia é acompanhar esse fluxo de embarcações, com o objetivo de interceptar cargas clandestinas antes mesmo de cruzarem as nossas fronteiras”, destacou o secretário.

Estrutura e logística - O espaço contará com recepção, dormitórios, banheiros, cozinha, sala de monitoramento e duas celas, além de flutuantes intermediários responsáveis pela sustentação da estrutura na área fluvial.

Também foram instaladas passarelas articuladas que permitirão o acesso tanto por embarcações quanto pela via terrestre.

Integração das forças de segurança - Um dos principais diferenciais das Bases Fluviais Integradas é a atuação conjunta entre diferentes órgãos de segurança e fiscalização. A nova unidade deverá contar com a presença de agentes das Polícias Civil, Militar e Federal, do Corpo de Bombeiros, do Grupamento Fluvial de Segurança Pública (Gflu), além de servidores da Secretaria da Fazenda e da Receita Federal.

A estrutura também permitirá ações conjuntas com órgãos de fiscalização ambiental e sanitária, fortalecendo a capacidade do Estado de atuar de forma simultânea no combate ao tráfico de drogas, crimes ambientais, contrabando, pesca ilegal e outras práticas ilícitas nas rotas fluviais.

Resultados em 2026 - A implantação de bases fluviais em pontos estratégicos já apresenta resultados importantes no enfrentamento à criminalidade nos rios do Pará. Atualmente, duas unidades estão em funcionamento: uma localizada no Distrito de Antônio Lemos, no município de Breves, na região do Marajó, e outra no estreito de Óbidos, na região do Baixo Amazonas.

Nos primeiros meses de 2026, as ações realizadas pelas bases resultaram na abordagem de mais de 330 embarcações e cerca de 22 mil pessoas. As operações também levaram à apreensão de mais de 135 quilos de entorpecentes, além de mais de cinco toneladas de pescado irregular.

No período, também foram realizadas fiscalizações, rondas e o cumprimento de quatro mandados de prisão, além de diversas ações de inspeção sanitária e ambiental, demonstrando a atuação integrada das forças de segurança e órgãos de fiscalização nos rios do Estado.

Para o secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Ed-Lin Anselmo, os resultados demonstram a importância da presença permanente do Estado nas rotas fluviais e da atuação integrada entre os órgãos de segurança e fiscalização.

“A instalação das bases em pontos estratégicos permite ampliar o controle das rotas fluviais, fortalecer o trabalho integrado das forças de segurança e garantir respostas mais rápidas às ocorrências. Esses resultados mostram que a presença do Estado nos rios tem impacto direto na redução da criminalidade e na proteção das comunidades ribeirinhas”, afirmou o secretário.

Redução da criminalidade nos rios - Além das apreensões, a presença das bases também tem contribuído para a redução dos índices de criminalidade nas regiões atendidas. Levantamentos realizados pela Secretaria Adjunta de Inteligência e Análise Criminal (Siac) indicam queda nos registros de roubos e atos de pirataria nas áreas monitoradas.

Em todo o Estado, 2025 encerrou com 93 ocorrências de roubos fluviais, uma redução de 48% em comparação a 2021, quando foram registrados 178 casos. Em relação a 2024, a redução foi de 14%, indicando uma tendência contínua de queda.

Na região de atuação da Base Candiru, foram registrados três casos de roubos fluviais em 2024 e dois em 2025. Já na Base Antônio Lemos, em Breves, os registros de roubos fluviais e atos de pirataria caíram de 44 ocorrências em 2021 para quatro em 2025, representando uma redução de 91%.

Segurança para comunidades ribeirinhas - Com a implantação da Base Fluvial Baixo Tocantins, o Governo do Estado ampliará a rede de monitoramento e fiscalização nas principais vias navegáveis do Pará, reforçando o enfrentamento ao crime organizado e garantindo maior segurança para quem vive e trabalha nos rios da região.

Além do combate direto aos ilícitos, a presença permanente das forças de segurança nas bases fluviais contribui para fortalecer a sensação de segurança nas comunidades ribeirinhas, proteger atividades econômicas locais e garantir maior controle sobre o fluxo de embarcações que circulam pelo território paraense.

 

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