Datas de combate ao câncer destacam prevenção e diagnóstico precoce no Pará
Campanhas como o Outubro Rosa e o Novembro Azul promovem a conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce dos cânceres
O Dia Mundial da Mamografia, celebrado em 5 de fevereiro, que reforça a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama, e o Dia Mundial de Combate ao Câncer, lembrado em 4 de fevereiro, motivaram a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) a destacar a ampliação do acesso aos serviços de média complexidade, por meio das policlínicas estaduais, com oferta de diagnósticos precoces dos cânceres mais prevalentes no Pará. A secretaria também ressaltou que essas unidades contam com exames laboratoriais e de imagem, além de consultas especializadas e biópsias, fortalecendo a detecção antecipada da doença e contribuindo para aumentar as chances de tratamento eficaz na rede do Sistema Único de Saúde (SUS).
De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), entre 30% e 50% dos casos de cânceres podem ser evitados por meio da adoção de estratégias eficazes de prevenção. Diante desse cenário, os profissionais de saúde utilizam essas datas comemorativas para reforçar a importância das ações preventivas e do diagnóstico precoce.
Alguns indivíduos estão geneticamente predispostos a desenvolver um tipo particular de câncer, independente da ação do ambiente. Em adultos, mudanças nos estilos de vida ajudam a reduzir as chances de desenvolvimento da doença, mesmo em pessoas que nascem com propensão genética.
A coordenadora de atenção oncológica da Sespa, Patrícia Martins, afirma que a maioria dos cânceres estão associados a exposições ambientais e ao estilo de vida. “Evitar maus hábitos como alimentação inadequada, o sedentarismo, uso de tabaco e abuso no consumo de álcool, ajudam a diminuir a mortalidade pela doença”, explica, acrescentando que além desses fatores, infecções crônicas por vírus, como a hepatite B e o HPV, sobrepeso e obesidade, radiação e exposição a substâncias químicas são outros fatores de risco para o aumento da doença. Com destaque para a vacinação contra HPV para meninos e meninas de 9 a 19 anos, que previne contra os cânceres do colo do útero, pênis e boca.
No dia 8 de março de 2024 foi publicada a Portaria SECTICS/MS nº 3, de 07 de março de 2024, um marco importante na política pública da saúde da mulher no Brasil, que incorpora os testes moleculares para detecção de HPV oncogênico (DNA-HPV), no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). O teste é capaz de identificar o material genético dos tipos de HPV que têm maior risco de causar câncer, especialmente o câncer do colo do útero.
Essa tecnologia permite intervalos maiores entre os exames quando o resultado é negativo, o que melhora a adesão da população alvo ao rastreamento organizado do Programa de Controle do Câncer do Colo do Útero, contribuindo na redução de novos casos e de mortalidade.
“Se a pessoa tem histórico de câncer na família, deve passar por avaliação e exames periodicamente. Ao apresentar alguma suspeita, a recomendação é que seja encaminhada a um médico para fazer o diagnóstico correto e rápido. Assim são maiores as chances de o tratamento dar certo e de diminuir possíveis complicações que aparecem mesmo depois do tumor ter sido tratado”, orienta a coordenadora de atenção oncológica da Sespa, Patrícia Martins.
A Sespa ressalta ainda que os exames preventivos são atribuição da Atenção Básica, ou seja, responsabilidade dos municípios. Outra ação importante é o combate ao tabagismo, um dos principais fatores de risco do câncer. Além do atendimento oferecido pelo Centro de Tratamento do Fumante, em Belém, a Sespa alerta que tratamentos para deixar de fumar também são disponibilizados pelos municípios por meio de estratégias das Unidades Básicas de Saúde.
Com o objetivo de reduzir esses índices, são desenvolvidas campanhas educativas como o Março Lilás, o Outubro Rosa e o Novembro Azul, que promovem a conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce dos cânceres do colo do útero, da mama e da próstata, respectivamente.
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