Caminhão tem carga de tijolos destruída durante travessia de balsa para o Marajó
A embarcação havia partido por volta das 4h15 da manhã e, segundo relatos preliminares, enfrentou fortes maresias ao longo do percurso. Não houve feridos
Um caminhão carregado com tijolos tombou dentro de uma balsa nesta sexta-feira (27/2) durante a travessia entre os portos de Icoaraci e do Camará, que fica em Salvaterra, no Marajó. A embarcação havia partido por volta das 4h15 da manhã e, segundo relatos preliminares, enfrentou fortes maresias ao longo do percurso. Não houve feridos.
O automóvel caiu lateralmente dentro da balsa, espalhando parte da carga pelo convés. Nas redes sociais, vídeos foram compartilhados sobre o caso. Em um deles, é possível escutar o cinegrafista amador comentando sobre o prejuízo.
Mudança recente na operação
A Master Motors está há apenas três dias operando a embarcação Ferryboat Domingos Acatauassu Nunes nessa linha hidroviária. A empresa iniciou oficialmente suas atividades na última terça-feira, dia 24 de fevereiro de 2026, após o encerramento da concessão anterior que trabalhou durante 26 anos e operou na rota Belém–Marajó.
Já no segundo dia de operação, quarta-feira (25), foi registrado um incidente envolvendo o embarque de um caminhão com carga considerada acima do limite estrutural da rampa. O excesso de peso teria provocado danos à estrutura da rampa da embarcação durante a operação de desembarque no porto de Camará.
Segundo a operadora, a altura e o peso das cargas impactam diretamente na estabilidade das embarcações, principalmente em trechos sujeitos às fortes maresias e instabilidade natural do rio.
A travessia da Baía do Marajó é classificada como Área 2 pela Marinha do Brasil, região caracterizada por condições mais severas de navegação, com incidência de fortes maresias e ondas de proporções oceânicas. Por esse motivo, as operações exigem respeito rigoroso às janelas de maré e às condições climáticas adequadas para garantir segurança.
Manifestações ocorreram nos últimos anos pedindo mudanças na operação. Esse movimento acabou contribuindo para a reconfiguração do modelo operacional da linha e para o encerramento da concessão de 26 anos, resultando na redistribuição das embarcações para novas empresas.
A Redação Integrada de O Liberal tenta contato com a Master Motors para obter um posicionamento sobre o ocorrido e aguarda retorno.
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