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Após fortes chuvas, Marituba inicia plano com ações emergenciais e estruturais, anuncia prefeita

Patrícia Alencar afirma que prioridade é atender famílias atingidas com distribuição de itens básicos e ações habitacionais, além de avançar em soluções para evitar novos impactos

Gabriel Pires e Dilson Pimentel

Após os impactos da chuva em Marituba, a prefeita do município, Patrícia Alencar, afirmou, nesta segunda-feira (23), que a gestão municipal vai adotar medidas emergenciais e estruturantes para enfrentar os danos causados pela tempestade. Segundo ela, a prioridade imediata é garantir assistência às famílias atingidas, com a distribuição de alimentos, água, materiais de higiene e limpeza, além de ações por meio de programas habitacionais.

A gestora destacou que uma das soluções definitivas passa pela execução de um projeto de macrodrenagem. “A gente precisa resolver o problema de uma vez por todas. E a gente só vai conseguir resolver justamente com esse grande projeto de macrodrenagem, em que a gente vai conseguir fazer o canal, vai conseguir fazer com que a água possa, que nos próximos invernos o nosso povo não sofra com as enchentes”, declara.


“Agora, a gente vai colocar cada ação que mudar, de fato, a vida das pessoas, sejam essas ações emergenciais e sejam as ações a longo prazo. As emergenciais disponibilizando do alimento, material de higiene de uso pessoal, de limpeza, água, seja através dos programas habitacionais, do programa Sua Casa, do Minha Casa, Minha Vida”, completa Patrícia. 

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) autorizou repasse de recursos para Goianésia do Pará e Óbidos. Os recursos foram autorizados a partir de critérios técnicos que levam em conta a magnitude dos desastres, o número de desabrigados e desalojados e as necessidades apresentadas nos planos de trabalho enviados pelas prefeituras.

Municípios que tiverem o reconhecimento federal de situação de emergência ou estado de calamidade pública podem solicitar recursos ao MIDR para ações de defesa civil. As solicitações devem ser realizadas por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). A partir dos planos de trabalho enviados, a equipe técnica da Defesa Civil Nacional avalia as metas e valores propostos. Após aprovação, os repasses são formalizados por meio de portaria no DOU, liberando os valores correspondentes.

Monitoramento

Em nota, o Corpo de Bombeiros Militar do Pará disse que atua no monitoramento e resposta aos impactos das chuvas do inverno amazônico, em apoio aos órgãos estaduais.

“Atualmente, 23 municípios estão em situação de emergência. Desses, Bragança, Jacareacanga, Pau d’Arco e Xinguara já possuem decretos homologados, enquanto Anapu, Baião, Bom Jesus do Tocantins, Ipixuna do Pará, Dom Eliseu, Itupiranga, Jacundá, Monte Alegre, Novo Progresso, Novo Repartimento, Pacajá, Rio Maria, Santa Maria das Barreiras, Santarém, São Geraldo do Araguaia, Trairão, Uruará, Vitória do Xingu e Marituba seguem em análise, com previsão de homologação ainda esta semana”, disse a corporação.

Ainda segundo o Corpo de Bombeiros, o reconhecimento da situação de emergência considera critérios técnicos da Defesa Civil, como os impactos causados pelas chuvas e danos à população e à infraestrutura.

“As ações ocorrem de forma integrada com órgãos estaduais, incluindo Defesa Civil, SEASTER, COHAB, SEINFRA e SEDOP, com apoio na captação de recursos federais, distribuição de ajuda humanitária, como cestas básicas, kits de higiene e dormitório, além do monitoramento de infraestrutura, especialmente pontes e acessos”, afirmou.