Há pouco menos de 10 anos, Bento XVI renunciou ao cargo de Papa. No dia 28 de fevereiro de 2013, ele deixou de ser o marior governante da igreja católica e se se transformou em papa emérito. Mas porque ele tomou essa decisão? O alemão Joseph Ratzinger, que morreu hoje (31/12), aos 95 anos, foi o primeiro Papa da história a renunciar alegando falta de “ânimo” para governar.
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O Papa Bento XVI surpreendeu o mundo ao apresentar a sua renúncia, em latim, durante uma reunião rotineira com os cardeais presentes em Roma. Na época, com 85 anos, ele explicou que deixava o cargo por falta de forças na mente e no corpo:
“No mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor, seja do corpo, seja do ânimo, vigor que, nos últimos meses, em mim diminuiu, de modo tal a ter que reconhecer minha incapacidade de administrar bem o ministério a mim confiado.”
Muito se falou sobre essa decisão, já que o ultimo papa que renunciou foi Gregório XII, há 600 anos. A diferença entre eles, e os demais papas que renunciaram, é que Bento XVI deixou o cargo de forma consciente e voluntária.
Diferentemente dos demais, e por escolha própria, Bento XVI tornou-se o primeiro Papa Emérito da história, já que continuou se vestindo de branco e não renunciou à confortável vida no Vaticano, protegida de holofotes e multidões.
