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Na ONU, Trump diz que EUA não limitarão crescimento da Inteligência Artificial

Em discurso, Trump classifica alertas de IA como 'farsa' e reitera que americanos não cederão liberdade após "250 anos de conquistas"

Estadão Conteúdo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a afirmar nesta terça-feira, 22, que os americanos não irão limitar o crescimento da inteligência artificial (IA) e que o país rejeita as tentativas de um esquema global para controlar a tecnologia. Em discurso na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Trump classificou os alertas sobre a IA como "uma farsa" e voltou a comentar que o nome "inteligência artificial" deveria ser substituído por "super inteligência". "Artificial me parece falso, não gosto", explicou.

O republicano também frisou que, enquanto ele for presidente, não haverá impostos globais. "A liberdade não foi um presente que os americanos conquistaram facilmente, e após 250 anos, não é algo que jamais iremos ceder", acrescentou.

Irã

Trump também afirmou que o fluxo de petróleo no Golfo Pérsico está maior agora do que em qualquer outro momento desde início da guerra, e repetiu que um acordo com o Irã acontecerá após as eleições de meio de mandato americanas.

"EUA e Irã vão chegar a um acordo, de uma forma ou de outra", disse ele na Assembleia Geral da ONU. Segundo o republicano, a Marinha dos EUA escoltou recentemente mais de 1 bilhão de barris para fora do Estreito de Ormuz e o país poderá abastecer seus aliados com petróleo em um "ritmo muito mais rápido". "Juntos, EUA e Venezuela detêm mais de 60% do petróleo do mundo", frisou.

Trump também voltou a criticar o regime iraniano, alegando que o Líder Supremo do Irã celebrou o massacre de 7 de outubro em Israel, chamando o ocorrido de "serviço à humanidade", e que Teerã massacrou mais de 72.000 de seus próprios cidadãos este ano. "Se necessário, usaremos poder militar para garantir interesses nacionais dos EUA", adicionou. "Investi US$ 1,5 trilhão nas Forças Armadas dos EUA nos últimos 12 meses".

O mandatário negou que Washington esteja com poucas munições e voltou a pedir que aliados ajudem na pressão contra o regime persa. "Enquanto outros falaram, eu agi. Enquanto outros falaram de paz, eu a fiz. Enquanto outros ignoraram ameaças, eu as confrontei. Enquanto outros falaram de coragem, a América a mostrou. Enquanto outros prometeram força, eu a usei para fazer da América o país mais poderoso do mundo", afirmou.

Trump ainda agradeceu ao Conselho de Segurança da ONU por votar "esmagadoramente" a favor de uma resolução condenando os "ataques terroristas desprezíveis" do Irã contra embarcações comerciais. De acordo com ele, a resolução recebeu mais copatrocinadores de nações membros da ONU do que qualquer Resolução do Conselho na história.

Rússia e Ucrânia

Sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia, o presidente americano comentou que ela será "resolvida antes do que se imagina". Trump também voltou a fazer o apelo para que países aliados deixem o "anti-americano" Tribunal Penal Internacional.

Na tarde desta terça, ele e os líderes da Groenlândia e da Dinamarca assinarão um acordo sobre a presença americana na ilha do Ártico. "Vamos construir duas grandes bases militares na Groenlândia", pontuou Trump.

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