Os irmãos José Luis e José Armando Cevallos, conhecidos internacionalmente como os gêmeos siameses do Equador, morreram na quinta-feira (15), aos 27 anos, em Cali, na Colômbia. Eles estavam no país em busca de tratamentos que pudessem ajudá-los a caminhar. Nos últimos anos, os dois compartilhavam momentos da rotina nas redes sociais, onde conquistaram seguidores de diferentes partes do mundo.
Os irmãos nasceram unidos pela região da pélvis e compartilhavam órgãos como o fígado e os intestinos. Juntos, tinham quatro braços e duas pernas. Na época do nascimento, os médicos estimaram que eles viveriam apenas alguns meses, mas os dois superaram as expectativas iniciais e chegaram à vida adulta.
Gêmeos não queriam passar por cirurgia de separação
Ao longo dos anos, a possibilidade de uma cirurgia para separar os irmãos chegou a ser considerada. O procedimento, porém, envolvia riscos elevados devido ao compartilhamento de órgãos e estruturas do corpo.
Com o passar do tempo, José Luis e José Armando também manifestaram o desejo de permanecer unidos. Em uma entrevista recente a um canal de televisão, os dois falaram sobre a decisão. “Não queremos nos separar; nascemos juntos e morreremos juntos”, afirmaram.
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Morte foi lamentada nas redes sociais
A notícia da morte dos irmãos foi acompanhada de uma homenagem publicada nos perfis que eles mantinham nas redes sociais. A mensagem agradeceu às pessoas que acompanharam a trajetória dos dois e contribuíram para a realização de seus sonhos. Ao longo dos últimos anos, os gêmeos dividiram com o público momentos da vida cotidiana e a busca por tratamentos.
“Agradecemos, de coração, a todas as pessoas que os acompanharam, apoiaram e ajudaram a realizar seus sonhos. A alegria deles, sua história e o carinho que semearam permanecerão para sempre em nossos corações”, diz o comunicado.
(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Tainá Cavalcante, editora web de OLiberal.com)

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