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Brasileiros tentam escapar da Faixa de Gaza neste sábado (11) após passagem ser fechada

Se ambulâncias puderem sair no sábado, 11, os estrangeiros também poderão atravessar a fronteira com o Egito

O Liberal

Após a passagem de Rafah, que divide a Faixa de Gaza do Egito, ter sido novamente fechada nesta sexta-feira, 10, impedindo a saída dos 34 brasileiros que haviam recebido autorização para deixar o território, a esperança passa a ser nova abertura no sábado (11). O embaixador do Brasil na Palestina, Alessandro Candeas, informou que a abertura da fronteira está condicionada à autorização para a passagem de ambulâncias com feridos para tratamento no Egito, e apenas cinco ambulâncias conseguiram atravessar até o momento.

Candeas destacou que a ofensiva terrestre israelense no norte do enclave palestino dificulta a saída das ambulâncias, e a situação está sendo coordenada com Israel e a Cruz Vermelha. Ele indicou que se as ambulâncias puderem sair no sábado, 11, os estrangeiros também poderão atravessar a fronteira com o Egito.

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O embaixador mencionou que a embaixada do Brasil em Israel obteve autorização para que a avó da brasileira Shahed Al-Banna, chamada Jamila, deixasse Gaza acompanhada da neta. A maioria dos brasileiros permanece em Rafah, exceto Hasan Rabee, que optou por retornar a Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza.

Apesar da expectativa de que os brasileiros deixassem o território nesta sexta-feira, o fechamento da passagem torna improvável a reabertura ainda hoje, considerando o horário local na Faixa de Gaza. O chanceler Mauro Vieira convocou uma coletiva de imprensa e expressou incerteza sobre a possibilidade de saída dos brasileiros hoje, dada a região conflagrada e as complexidades que dificultam a abertura da passagem.

Grupo foi levado de ônibus para o posto de fronteira de Rafah 

O grupo, que aguarda os trâmites legais para sair, foi levado de ônibus para o posto de fronteira de Rafah desde a manhã. A fila para deixar o local é extensa devido aos recentes fechamentos controlados pelo Egito.

O Egito controla a única fronteira de Gaza que não faz limite com Israel, e o posto de Rafah está sujeito a rigorosos controles alfandegários e de pessoas. Após os atentados terroristas do Hamas no dia 7, o posto foi fechado, impedindo a entrada e saída do território palestino.

O ministro Mauro Vieira está em contato com as autoridades dos países envolvidos, buscando a libertação dos brasileiros no menor prazo possível. Ele destacou as complexidades da passagem de Rafah, que abre apenas algumas horas por dia, priorizando a passagem de ambulâncias com feridos antes de nacionais de outros países.

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