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VÍDEO: Ciclone Narelle deixa céu em 'vermelho sangue' na Austrália e choca moradores

O ciclone percorreu uma extensa área do território australiano, um comportamento considerado fora do padrão.

Gabrielle Borges

A passagem do ciclone tropical Narelle pelo oeste da Austrália provocou um cenário incomum e impressionante para os moradores da região. Com ventos intensos, chuva forte e uma densa nuvem de poeira, cidades da região ficaram encobertas por um céu em tons de “vermelho sangue”, descrito por moradores como "apocalíptico".

O fenômeno foi observado em áreas como Shark Bay e Exmouth, onde a concentração de poeira no ar dificultou a respiração da população. De acordo com o Departamento de Meteorologia da Austrália, a mudança nas condições climáticas ocorreu de forma repentina.

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O ciclone Narelle atingiu o continente como um sistema de categoria 3, provocando diversos danos estruturais. Entre os principais impactos estão destelhamentos, alagamentos e interrupções no fornecimento de energia elétrica e água, especialmente em Exmouth, uma das cidades mais afetadas.

Prejuízos causados

Registros feitos por moradores mostram que, na sexta-feira (27), o tempo virou rapidamente, com o céu assumindo uma coloração vermelho-alaranjada à medida que os ventos levantavam grandes volumes de poeira. Em alguns pontos, as rajadas chegaram a atingir até 250 km/h.

Além dos prejuízos à população, o fenômeno também impactou o setor energético. As unidades de Gorgon e Wheatstone, que juntas respondem por cerca de 5% da produção mundial de gás natural liquefeito, tiveram as operações suspensas. A informação foi confirmada pela Chevron, responsável pela gestão das instalações.

Veja o registro


Por que o céu ficou vermelho?

A coloração incomum do céu durante a passagem do ciclone Narelle tem explicação científica. O fenômeno foi provocado pela grande quantidade de poeira do solo, rica em ferro, bastante comum nas regiões áridas da Austrália.

Com a força dos ventos, essas partículas foram lançadas para a atmosfera e acabaram alterando a forma como a luz solar se dispersa no ar. Esse processo, conhecido na ciência como dispersão da luz, favorece tons mais quentes, como vermelho e laranja, dando ao céu o aspecto incomum.

Apesar do impacto visual, especialistas ressaltam que se trata de um fenômeno natural, associado à presença de poeira rica em óxido de ferro. Outro ponto destacado foi o trajeto do Narelle. O ciclone percorreu uma extensa área do território australiano, cruzando milhares de quilômetros, um comportamento considerado fora do padrão para esse tipo de sistema meteorológico.

(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Felipe Saraiva, editor web de OLiberal.com)