Putin diz que Otan se prepara para guerra com Rússia e não vê espaço para negociar com Zelenski
Putin afirmou que o Ocidente cria ameaças à Rússia
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta terça-feira (23) que os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) estão se preparando abertamente para uma guerra contra Moscou.
As declarações foram feitas durante encontro com formandos de instituições militares, em um contexto de aumento dos gastos militares da aliança. Segundo Putin, o Ocidente utiliza uma suposta ameaça russa para justificar o reforço de seus orçamentos de defesa e a militarização de seus países.
"Agora falam abertamente no Ocidente que estão se preparando para uma guerra contra nós", disse o líder russo, que também acusou a OTAN e a União Europeia (UE) de disseminarem "declarações falsas" sobre uma ameaça militar da Rússia para sustentar uma política que classificou como agressiva.
Acusações e contexto histórico
Putin afirmou que o Ocidente cria ameaças à Rússia, forçando Moscou a adotar medidas de autodefesa e, em seguida, responsabilizando o país por suas reações.
Em referência histórica, o presidente russo comparou a situação atual às acusações dirigidas à União Soviética após a invasão nazista de 1941.
O presidente também advertiu que os países ocidentais compreendem que eventuais ataques lançados contra a Rússia a partir de seus próprios territórios provocariam uma resposta militar de Moscou. "Eles entendem que haverá uma resposta. Todos entendem isso, ou deveriam entender", completou.
Situação na Ucrânia e risco de confronto
Sobre a guerra na Ucrânia, Putin afirmou que não vê base para negociações com o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, citando ataques de Kiev contra alvos civis russos.
Ele também declarou que as tropas russas seguem avançando em toda a linha de frente do conflito.
As declarações de Putin foram ecoadas pelo vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Alexander Grushko.
Segundo Grushko, o risco de confronto militar entre Rússia e OTAN está aumentando. Ele afirmou que a aliança trabalha com horizonte de preparação até 2030, e garantiu que Moscou possui recursos suficientes para responder a "qualquer cenário" e garantir a segurança de suas fronteiras ocidentais.
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