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Paquistão anuncia negociação entre EUA e Irã, mas Oriente Médio segue sob fogo cruzado

As forças de Israel anunciaram uma ofensiva contra posições militares em Teerã

Estadão Conteúdo

A guerra no Oriente Médio alcança seu 31º dia nesta segunda-feira (30), em meio a informações conflitantes sobre possíveis negociações entre os Estados Unidos e o Irã. O cenário permanece sem qualquer indício de arrefecimento nas agressões mútuas entre as partes envolvidas no conflito.

Forças israelenses anunciaram uma ofensiva contra posições militares localizadas em Teerã. Simultaneamente, o Irã manteve seus ataques direcionados contra países árabes do Golfo Pérsico e também contra o território de Israel, intensificando a tensão regional.

No âmbito diplomático, o governo do Paquistão divulgou, no domingo (29), que sediará um encontro entre representantes americanos e iranianos nos próximos dias. Contudo, nenhum dos dois países confirmou publicamente sua disposição em negociar, especialmente diante da possibilidade de uma invasão terrestre do Irã por tropas dos Estados Unidos.

Trump e as Contradições Diplomáticas

O presidente americano, Donald Trump, reiterou que as negociações com o Irã progridem "extremamente bem". Apesar da afirmação, ele não mencionou a mediação proposta pelo Paquistão e não forneceu detalhes específicos sobre as conversas em andamento.

Em outra declaração, Trump celebrou um "grande dia" no Irã, mencionando a "eliminação e destruição" de diversos alvos no país. Essa postura ambígua destaca a complexidade da situação e as diferentes mensagens emitidas pelo líder americano.

O presidente americano também sugeriu a eventual tomada da Ilha Kharg, no Irã, que abriga o principal terminal de petróleo do Golfo Pérsico. "Talvez tomemos a Ilha Kharg, talvez não. Temos muitas opções", afirmou ele, em entrevista ao jornal Financial Times.

Em mais um sinal contraditório, Donald Trump informou que o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, teria autorizado a passagem de 20 petroleiros de bandeira paquistanesa pelo Estreito de Ormuz, a partir desta segunda-feira.

Reações Iranianas às Ameaças

Do lado iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf reagiu à possibilidade de uma incursão terrestre das forças americanas. Ele prometeu "queimar os soldados" invasores e punir "para sempre" os aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio, elevando o tom das ameaças.

Já o parlamentar Alaeddin Boroujerdi levantou a sugestão de que o Irã deveria deixar o Tratado de Não Proliferação Nuclear. "Por que devemos aceitar as restrições do tratado?", questionou. "Não estamos buscando uma arma nuclear. Mas não é como se nós devêssemos observar as regras do jogo e eles nos bombardearem."

A informação é da Associated Press. Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.