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Países da UE se comprometem a ajudar na liberação de Ormuz, se necessário

O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, confirmou que a aliança está disposta a desempenhar um papel em uma eventual missão no estreito

Estadão Conteúdo

Países europeus se comprometeram a ajudar os Estados Unidos a liberar o Estreito de Ormuz, caso necessário, com a rota estratégica ainda interditada pelo Irã. O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, confirmou nesta quinta-feira (9) que a aliança está disposta a desempenhar um papel em uma eventual missão no estreito.

O primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz, disse ao presidente americano, Donald Trump, que a Alemanha apoiaria uma missão para garantir as rotas marítimas, mas que primeiro precisaria de um mandato internacional, segundo a Bloomberg. Merz comentou a repórteres que tal mandato idealmente viria do Conselho de Segurança das Nações Unidas. A Rússia, contudo, é um membro permanente do conselho e tem poder de veto sobre as resoluções.

Já o presidente francês, Emmanuel Macron, frisou na quarta (8) que mais de 15 nações estão trabalhando para ajudar a reabrir Ormuz. Liderada pela França, a iniciativa inclui países da Ásia, Europa e Oriente Médio.

"Cerca de 15 países estão atualmente mobilizados e participando do planejamento, liderado pela França, para permitir a implementação de uma missão estritamente defensiva em coordenação com o Irã, quando as condições forem adequadas, para facilitar a retomada do tráfego marítimo", pontuou.

Trump, em paralelo, voltou a criticar a Otan na Truth Social, alegando que a organização só tem ação se pressão é colocada sobre ela.

Rutte informou alguns países aliados que o republicano quer compromissos concretos nos próximos dias para ajudar a garantir o fluxo do Estreito de Ormuz, disseram três diplomatas europeus à Reuters.

"O secretário-geral está em contato com os aliados sobre suas discussões em Washington", disse a porta-voz da Otan, Allison Hart. "Está claro que os EUA esperam compromissos concretos e ação para garantir a liberdade de navegação no estreito", acrescentou.