Nova-iorquinos pedem impeachment de Trump em protesto contra avanço do fascismo
Manifestantes criticam políticas migratórias, relações internacionais e denunciam retrocessos democráticos
Um protesto realizado nesta terça-feira (21), em frente à Trump Tower, em Manhattan, reuniu centenas de moradores de Nova York contrários ao segundo mandato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O ato marcou um ano do retorno do republicano à Casa Branca e teve como principal reivindicação o impeachment do chefe do Executivo, além de críticas ao que os manifestantes chamam de avanço do fascismo no país.
Na Quinta Avenida, os protestantes exibiam cartazes com mensagens contra a política migratória do governo, a atuação do ICE (agência federal de imigração), a relação dos Estados Unidos com a Otan e a tentativa de anexação da Groenlândia. Para os participantes, as pautas refletem um período de instabilidade política e diplomática desde a posse de Trump, em janeiro de 2025.
A política externa também foi alvo de críticas. Para os manifestantes, a postura do governo norte-americano em relação à Groenlândia sinaliza um rompimento com aliados históricos. A aposentada Marge, de 82 anos, disse, em entrevista à Agência Lusa, que, mesmo com o frio intenso, considerou importante estar presente. “O tratamento dado aos imigrantes é desumano, e a política internacional está cada vez mais preocupante”, afirmou.
A manifestação ocorreu sob temperaturas extremamente baixas, com sensação térmica próxima dos 15 graus negativos. Ainda assim, os participantes permaneceram no local por cerca de uma hora, deixando o ato gradualmente, sobretudo os mais idosos.
Entre os mais jovens, Tom, de 30 anos, avaliou que o segundo mandato de Trump tem superado as expectativas negativas criadas após o primeiro período no poder. Para ele, decisões recentes, como a ofensiva sobre a Groenlândia, simbolizam uma guinada autoritária inesperada.
Donald Trump assumiu a Presidência dos Estados Unidos em 20 de janeiro de 2025, tornando-se o 47º presidente do país. Ele já havia governado entre 2017 e 2021. O primeiro ano de seu segundo mandato foi marcado por medidas consideradas duras por opositores, com impactos tanto na política interna quanto nas relações internacionais dos Estados Unidos.
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