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Merz, Macron e Zelensky criticam decisão dos EUA de flexibilizar sanções contra petróleo russo

Zelensky criticou os planos dos EUA ao alegar que eles não ajudariam a alcançar a paz na guerra na Ucrânia

Estadão Conteúdo

Líderes da Alemanha, França e Ucrânia criticaram nesta sexta-feira (13) a decisão dos Estados Unidos de flexibilizar as sanções contra a Rússia. A medida temporária permite a venda de petróleo russo para aliviar a pressão sobre os preços, provocada pela guerra com o Irã, mas gerou forte reprovação internacional.

O primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz, afirmou que a decisão de Washington sobre o óleo russo foi "errada". Merz alertou que o Kremlin estaria lucrando com a guerra contra Teerã. "Flexibilizar as sanções agora, por qualquer motivo que seja, seria errado", declarou ele, segundo o Financial Times.

O líder ucraniano, Volodimir Zelensky, também criticou os planos norte-americanos. Ele alegou que a medida não ajudaria a alcançar a paz na guerra da Ucrânia. "Essa única concessão americana poderia render à Rússia cerca de US$ 10 bilhões para a guerra. Isso certamente não ajuda a paz", pontuou em Paris.

Repercussão Internacional sobre Sanções

O presidente francês, Emmanuel Macron, reiterou que as isenções sobre o óleo russo eram "temporárias" e "limitadas". No entanto, ele afirmou que Moscou estaria "enganada" se acreditasse que o conflito no Irã proporcionaria um alívio. "O aumento dos preços do petróleo não deve nos levar a reconsiderar nossa política de sanções", acrescentou Macron.

Anteriormente, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, classificou a decisão dos Estados Unidos como "muito preocupante". Costa referiu-se à suspensão unilateral das sanções às exportações de petróleo da Rússia.

Detalhes da Decisão dos EUA

A decisão partiu do governo de Donald Trump, que emitiu na quinta-feira (12) uma segunda autorização. Esta permitiu que compradores recebam cargas de petróleo russo já em alto mar. A medida ampliou uma isenção temporária concedida na semana anterior à Índia. Dias depois, Trump anunciou uma nova refinaria de petróleo no Texas com um investimento de US$ 300 bilhões da Índia.