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Itamaraty condena ataques de Israel contra o Líbano e pede suspensão da ofensiva

O Itamaraty destacou que os bombardeios "visaram extensas áreas" e deixaram um "saldo inicial de 254 mortos e 1.165 feridos"

Estadão Conteúdo

O Brasil, por meio do Ministério das Relações Exteriores, condenou os ataques israelenses contra o Líbano, realizados nesta quarta-feira (8). A ofensiva ocorreu horas após Estados Unidos e Irã anunciarem, na terça (7), um cessar-fogo de duas semanas no conflito.

Em nota divulgada no final da tarde, o Itamaraty informou que os bombardeios "visaram extensas áreas" e resultaram em 254 mortos e 1.165 feridos, citando dados da Defesa Civil libanesa.

O governo brasileiro alertou que a intensificação desses ataques, logo após o anúncio da trégua no Oriente Médio, ameaça provocar uma nova escalada de violência e instabilidade na região.

Posicionamento do Brasil

Anteriormente, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia defendido a extensão da trégua para as operações no Líbano, onde atua o grupo radical xiita Hezbollah, apoiado pelo Irã e alvo dos bombardeios.

Neste novo comunicado, o governo brasileiro reafirmou seu compromisso com a soberania e a integridade territorial do Líbano. Pediu, ainda, que Israel suspenda "imediatamente" as ações militares e retire todas as forças do território libanês.

A nota também "exorta as partes envolvidas a cumprirem integralmente os termos da Resolução 1701 (2006) do Conselho de Segurança das Nações Unidas". Esta resolução, aprovada há vinte anos, visava encerrar a violência entre o Hezbollah e Israel.

Reação e consequências

Após os ataques, o Irã anunciou o novo fechamento do Estreito de Ormuz. A abertura do estreito era uma das condições impostas pelos americanos para o acordo de cessar-fogo.