Irã condiciona reabertura de Ormuz ao fim de ataques dos EUA e de Israel no Líbano
Segundo vice-chanceler, o estreito foi fechado após o que classificou como "grave violação intencional" da trégua por Israel
O Irã condicionou a reabertura do Estreito de Ormuz ao fim dos ataques dos Estados Unidos no Oriente Médio e à interrupção dos bombardeios de Israel no Líbano, em meio à fragilidade do cessar-fogo anunciado nesta semana. Em entrevista à BBC, o vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, Saeed Khatibzadeh, afirmou que Teerã permitirá a passagem de navios, conforme normas internacionais, apenas após essas condições serem atendidas.
Segundo o vice-chanceler, o estreito foi fechado após o que classificou como "grave violação intencional" da trégua por Israel. "Você não pode ter tudo ao mesmo tempo", disse, acrescentando que a mensagem foi transmitida "de forma clara" a Washington. Khatibzadeh afirmou ainda que o país garantirá a segurança da navegação, mas reiterou que isso depende da retirada das ações militares americanas.
"Acho que mostramos a todos que a segurança energética é fundamental para o Irã, é fundamental para esse corpo d'água no Golfo Pérsico, e vamos cumprir as normas internacionais e o direito internacional", acrescentou.
A declaração ocorre em um momento de incerteza sobre os termos do cessar-fogo, que já sofre pressão com a intensificação dos bombardeios israelenses em Beirute. Autoridades americanas e iranianas divergem sobre se o acordo inclui o Líbano, enquanto Teerã mantém controle de fato sobre Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo global.
*Com informações da Associated Press
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