França pede que questão do Estreito de Ormuz seja tratada separadamente das negociações EUA-Irã
Emmanuel Macron esclarece que navio atacado no Estreito de Hormuz não tinha a França como alvo, reforçando postura defensiva
A França afirmou que a questão do Estreito de Ormuz deve ser discutida separadamente como parte das negociações entre o Irã e os Estados Unidos, e que seus aliados estão prontos para garantir a segurança no estreito, mas apenas tomarão ações defensivas, segundo informações do Palácio do Eliseu nesta quarta-feira, 6.
No entanto, o Eliseu enfatizou mais uma vez que qualquer missão em Ormuz só será possível se o Irã participar das negociações, reiterando que o a via navegável não pode ser reaberta à força.
O presidente francês, Emmanuel Macron, disse que a França não era o alvo pretendido de um ataque a um navio de contêineres de propriedade da transportadora francesa CMA CGM no estreito, ação que feriu membros da tripulação na terça-feira.
"De forma alguma a França foi alvo", comentou Macron aos ministros durante uma reunião de gabinete hoje, segundo a Dow Jones Newswires. Macron acrescentou que o navio estava com bandeira de Malta, e a França não havia participado do "Projeto Liberdade" - a iniciativa de curta duração dos EUA para guiar navios através de Ormuz.
*Com informações da Dow Jones Newswires.
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